sábado, 29 de outubro de 2011

Medo!!!

Medo, esse é o nome do cara, com 2 anos eu morria de medo de bonecas, e era o que eu mais tinha em meu rosado quarto, esse medo era expulso pelos abraços calorosos de minha querida mãe, e pelas explicações mais que precisas de meus adorados irmãos, que sempre diziam: Meu bem, bonecas são amiguinhas que não falam, e são suas companheiras, estão aqui para brincar com você, elas gostam de ti, e não te farão mal. Eu, por alguns minutinhos as olhava e até acreditava no que os mesmos diziam, assim como toda criança. Aos 5 anos, eu já não tinha medo das bonecas, mas não queria papo com nenhuma, preferia conversar como gente grande, o que não é nada normal pra uma criança de cinco anos, e assim foi por muito tempo, os medos eram pequenos, coisas de criança, passei a ter medo do escuro, medo de reprovar na escola, apesar de ser uma “quase” boa aluna, mas tinha medo e tinha medo do boneco assassino que não deixava de ser um boneco (risos). De acordo com nosso desenvolvimento o medo vai crescendo, ele sai do singular e passa a ter uma pluralidade de assustar, passei a ter medo de coisas grandes, mas assim como eles cresceram, eu cresci também, e já bem grandinha, aprendi a enfrentá-los, afinal, eu não seria criança a vida inteira, e esse bandidinho tem mesmo é que mexer com alguém do tamanho dele. Já tive medo de perder pessoas queridas, medo de não conseguir o que quero; de não saber levantar depois de uma queda, até medo da morte eu tive, quem nunca teve?
Na noite passada, o meu medo foi diferente, mas ao mesmo tempo bem familiar, andando por aí, na companhia do vento das 22 horas, sim, aqui o vento tem hora marcada e se perdeu babau, mas que só se sente aqui, passei por uma das avenidas mais bonitas dessa cidade quente, e num emaranhar de satisfação e angústia, sentei-me numa parada de ônibus, e na maior das distrações que eu poderia ter, me veio um rapazinho, bem apessoado, bem vestido até, nada suspeito, o que não existe, suspeitos não existem, e me disse “só quero os celulares”. É..... por um instante minha audição falhou, e eu disse: O que foi? E o mesmo com toda a calma, “Os celulares agora”. Eu num ato de pura audácia pensei em sair, e dar as costas para aquele homem, mas como ele disse que seria pior, então quem sou eu pra ir de encontro com sua autoridade? Fiquei parada e disse que daria tudo, entreguei o celular mais barato que tinha, sem carga, e ele me pediu o colar, o qual tenho desde o sete anos de idade e de grande valor sentimental, e eu disse que o colar não daria, sim, eu disse, e o mesmo educadamente me disse que não insistiria, e que não estava ali pra fazer mal a ninguém, como assim? Por um instante percebia-se sua má vontade em fazer aquilo, o que não o impediu de testar sua capacidade em roubar e assustar mocinhas, entreguei o outro celular, e o mesmo como uma criança numa troca inocente de uma nota de cinco reais por dez moedas de dez centavos, ele satisfez-se com o pequeno agrado, de pura espontânea pressão, mas ainda assim, um agradinho. E assim, o rapazinho cheio de si foi-se, e eu quase inerte fiquei. Pronto! Fechava-se ali o ciclo do dia, ele satisfeito com os 2 celulares, e eu sem entender o que havia acontecido (risos), mas o que quero deixar claro aqui com esse texto, é a coincidência, ou sei lá  o quê, é que o medo só veio depois, um medo diferente, mas bem familiar. Senti-me com dois anos de idade de novo, e o primeiro pedido ao me dar conta da situação foi, “EU QUERO A MINHA MÃE”, engoli o choro, simples assim, eu não queria dinheiro, eu não queria os celulares de volta, nem o abraço de quem me acompanhava, eu queria mesmo era o caloroso abraço de minha mãe, ou mesmo, os conselhos de meus irmãos, aprendi nessa noite que os bens materiais, não passam de poeira ao vento, e que um abraço e um conselho numa hora dessas são bem mais gratificantes e que companhia, nunca, mas é nunca mesmo, significará segurança, e que fatos como esse acontecem todos os dias, toda hora e parafraseando Nando Reis, “A vida é mesmo coisa muito frágil”, e é mesmo, e eu fui muito sortuda, não me aconteceu nada demais, voltei para casa, assustada, com medo, e recebi o caloroso abraço de minha mãe e o conselho do meu velho pai e um suspiro dos dois ao verem que estava inteira e muito chorona assim como quando tinha 2 anos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ô Bixim Besta!

Os amores são outros, menos o meu, ele continua o mesmo babaca de sempre, expectador das glórias alheias, bailarinos dos meus sonhos, dança todos os dias com a saudade que deveria ter morrido, quando jurei que viraria páginas e seguiria em frente, ô bixim besta! Chora ao ver a troca de pares e ele ali estacionado, mas nada que meu super ego, e meu psicanalista não ajudem a resolver! (risos).

domingo, 23 de outubro de 2011

Não sei, Não sei!


Aviões pousaram na madrugada, sensitividade aflorada, boas notícias, um novo começo. Como um amigo me falou “E outros caminhos se abrem”, e é isso mesmo, outros caminhos, outras perspectivas, novas sensações. O mais dolorido, é que para se começar de novo, é ter que fechar outros caminhos, perder para se ganhar, olhar pra o lado, pra cima, pra frente, nunca para trás, mas como não olhar para trás? Como se distanciar e tornar tudo descartável, sem se sentir incompleta, sem sentir-se sem chão?
                Não sei, não sei!
O que sei é que a vida dá um salto hoje, um salto para frente, um empurrão para me fazer acordar, e para me avisar que estou viva, sim, isso eu sei, sei por que balancei, porque tremi ao ver o passado e o presente juntos, ao olhar pra alguém e ver os ossos chacoalharem por perceber que a fé é pouca e que algumas das coisas fluíram, mas que não se resolveram, mas que não errei em dizer que os olhos se cruzariam outra vez, só não sabia que seriam num emaranhar de dúvidas, raiva e amor ressentido, magoado, transtornado e humilhado por palavras sem nexo. Mas que ainda assim não se ouviu um “fora da minha vida”, o que foi pior, pois eu preferiria que fosse assim, pois assim, a dúvida só aumenta e a mágoa que nunca guardei aparece e me perturba a alma.  E mesmo com os olhos firmes, o sorriso avermelhado do batom e a pose fake de bailarina, eu disse “oi”, não deveria, mas eu sou o que sou, e eu sou bem mais do que o despeito e a fúria de uma mulher magoada. E foi com as pernas bambas de menina fraca e mimada que falei meia dúzia de palavras hipócritas, e que olhando olho no olho de quem não deveria nem chegar perto, é que descobri que consigo fazer muito mais do que esperava e ir muito além do que as circunstâncias me oferecem.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Obrigada a Todos!

Sensação de leveza, vontade de sorrir e não parar mais, bem vinda são as boas notícias, elas acalmam e marejam os olhos, elas me entorpeceram de boa vontade e felicidade hoje. O bom de ser uma pessoa positiva é isso, rir do que tenho que rir, chorar com o que me faz chorar e com o que devo chorar, e vibrar com cada vitória, é assim que se brinda todos os dias.
As boas notícias vêm sempre acompanhadas de beijos, abraços e de muitos, mais muitos votos de “Boa Sorte”, sorte eu tenho mesmo é por ter uma família muito da louca, uns amigos muito dos companheiros e muito maliciosos (risos), mas é assim que é bom, é assim que somos nós, é no grito pela manhã de “acordaaaa”, ou no abraço apertado e a batidinha nas costas que nem precisa dizer mais nada, é por essas e outras que agradeço a cada conquista que tenho.
Obrigada a todos!

domingo, 16 de outubro de 2011

A angústia de hoje

Escrevo agora com o restinho de angústia que há.
A angústia de hoje é, Pela saudade do sossego das tardes de Domingo regadas ao som de Pixinguinha, Chico Buarque e meu adorado Cartola.
A Angústia de hoje é pela saudade da amiga que se foi e por tudo que não fizemos;
A angústia de hoje é pela dor sentida, da mentira cometida pela falta de caráter de quem se ama, pela palavra lançada sem pudor, pelo amor que se deu e o pouco, mais muito pouco que se recebeu;
A angústia de hoje é diferente das outras, tem gosto amargo na boca;
A angústia de hoje me dá um sorriso amarelo, tudo que não quero, mas tudo que se espera dessa vida amarga e dura, dessa dor macabra, escura, que anoitece meu dia, e me sufoca a cada noite, a que deixa meus olhos alagados com uma lágrima salgada e vadia.
A angústia de hoje é por encerrar ciclos perdendo o que há de melhor em mim;
A angústia de hoje é por pensar que nada poderia piorar;
A angústia de hoje me cerra, finda meu coração e me deixa vazia de razão.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Exterminadora de PRAGAS descartável!!!!!!!!!!!

Eles sumiram, sabe quando exterminamos uma praga num cafezal? É isso que aconteceu, acho que exterminei duas pragas no meu jardim, e tudo se fez flores. Hoje digo, “viva la vida”, e viva mesmo. Quem disse que “ ninguém é insubstituível”, estava certíssimo.
Conversando com uma amiga dentro de um ônibus, e num momento de descuido me apeguei a uma só frase que ela me disse: Nêga, nós somos tão descartáveis”. E é justamente isso, fazemos tanta parte da vida de alguém, seja ela seu amigo, sua namorada, sua mulher, sua sei lá o quê. Um dia desses, tu vais ser descartável, simples assim! Tu acordarás mal, com vontade de destruir o mundo, e o que vai te sobrar é alguém que só te procura com um problema minúsculo, mas que na sua cabecinha oca, este mesmo é maior que o universo, e dá-lhe ombro emprestado e dá-lhe mil perdões, e dá-lhe mãos na cabeça, e é um “achorare Ad Eternum”, é tanto probleminha, que tu até esquece o monstro grandão que te assombra, dá até nos nervos. E depois somem!
Mas nada como alguém descartável, não é isso? Nada como alguém que chega e arrasa teus problemas, não é mesmo? Porraaaa nenhuma! Como já falei milhares de vezes aqui nas minhas postagens, “que só pessoas iludidas e preguiçosas, acreditam que a cura de suas pequenezas está no outro”, pessoinhas hein!
E falando como a pessoa descartável que sou, agradeço a você, que me descartou, pois você vai continuar a se esconder na sombra de quem nunca vai resolver teus problemas, e vai se enganar sempre. Quanto a mim, eu vou continuar sendo euzinha, descartável, mas sensata, enfadada, mas pé no chão. Exterminei duas pragas no meu jardim, exterminei você e você, que podem ter 80 anos, nunca irão saber o que é ser gente de verdade, o que é viver de verdade, e muito menos o que é amar de verdade, um vai continuar na calmaria que só o afunda, o outro na correria pela perfeição, que não dá em nada, porque o mesmo é a própria imperfeição. Enquanto me descartam, eu só me reciclo, e reinicio outro ciclo.
Pronto falei! Ufaaaaaaaaaaa!
Mostra pra eles Chico! 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Hoje é o que vale!

Hoje mais do que nunca o dia foi especial, eu descobri a mim mesma, montei-me todas as peças de meu quebra-cabeça interior. Não sei se isso é equilíbrio, ou se eu que de repente aprendi a aceitar o meu “eu”. Já mandei as circunstâncias embora, já chacoalhei todos os ossos da racionalidade, e aqui estou me faltando um pedaço, um pedaço que só se sente falta quando ele realmente se esvai, porque ele não dura muito, é como uma rapsódia, nem sentimos, não dá tempo nem de se despedir. Mas é assim mesmo.
Tudo a partir de hoje é daqui pra frente, todos os olhares são de pleno objetivo, foco e  foco, nada de muitos planos, nada de outros amores, já basta o amor próprio, e quero que esse me satisfaça por um bom tempo, nada de medo do escuro ou do futuro, nada de assombro com sonhos frustrados, que a dor venha, mas que venha com força, que me faça chorar e me deixe pequena pra eu aprender a ser grande de vez em quando e me perder pra me encontrar. Agora, não sinto mais falta de nada, nada de sorrisos doces, nada de abraços falsos, nada.
 Agora, não me dói mais nada, nada de saudade, nada de sofrimento, quem sabe amanhã, quem sabe daqui a pouco, mas agora é o que vale. O que sinto agora é alívio, somente alívio, é como tirar a venda dos olhos, é como enxergar de novo depois daquele tombo que me deixou cega por 72 horas, é como o amanhecer, que não vejo há dias, é como adormecer e acordar na madrugada com aquela música que você tanto adora, é alívio, somente alívio.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eu tô falando de amizade!

Você já viu aquela frase “Você precisa de alguém, que te dê confiança, senão você dança”? Então é mais ou menos isso, a confiança que começou meio que desconfiada, coisas de adolescentes, ou de verdadeiras crianças, um “oi”, um abraço, um aperto de mão, nem são esses os sinais, aliás, nem lembro como começou. O que sei, é que nada paga, as risadas de meninas bobas, os sonhos de mocinhas de 15 anos, os choros que molharam ombros e joelhos umas das outras, as festas malucas que inventávamos, apenas pra curtirmos uma onda que nem sabíamos o que era direito, mas que tínhamos todos os direitos de experimentar, e que experimentamos até hoje, o clube da Luluzinha que era apenas um motivo de sentar tomar um vinho barato e falar besteiras o dia todo, e que de vez em quando rendia um joelho roxo, um dia de ressaca e pra piorar, ressaca moral, as vezes uma queda de cara dentro de uma rede, uma rede rasgada ao meio e muitas risadas na madrugada, tentativas Kamikazi de pular de dentro de um carro em movimento (risos) que eu espero nunca mais passar por elas, mães desesperadas atrás de suas filhas loucas, brindes e brindes a vida e a juventude, segredos contados e guardados a sete chaves, foguetes e mais foguetes para comemorar a aprovação no vestibular de cada uma, trabalho bem feito apoiado e reconhecido sempre, abraços e abraços sem fim.
Esses são os motivos de se dizer que somos amigas, irmãs, companheiras e perigosas, sim, PERIGOSAS, porque hoje não somos mais  somente as meninas que éramos, hoje somos mulheres, e mulheres em busca de tudo que foi sonhado a uns anos atrás. Algumas a partir do ano que vem, já estarão com o dever cumprido, e prontas pra encarar tudo com mais coragem ainda, outras estão na luta e há uma pequenina que apenas começou, mas que como todas nós, já se ver a garra e a vontade de crescer.
Um abraço a todas as minhas amigas Monna Lisa, Taciana Bastos, Carolzinha, Nátalia Bastos, Rayane Leite, e em Especial a Mercê, a quem desejo todas as felicidades neste dia especial, parabéns!
Amo vocês!