segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

UM BRINDE!

Festas, boas festas, o que dizer do sentimento que resta no restinho do ano que se vai? Satisfação, solidão, felicidade, tristeza, saudade, medo do que há por vir, o meu é tudo isso. O Natal que é próspero, a nostalgia que afunda, a saudade que corta, o vazio vazo que fica, entristece o ser e apodrece a alma. Neste ano que se vai, o que fica é a realização de sonhos os quais nem fechamos tantos os olhos pra pedir que fosse assim, o que fica é a sensação do querer mais, e a felicidade por nascer de novo e seguir em frente, como se ganhasse um ticket de “vale mais um dia” todos os dias, talvez esta seja a maior realização de um ano, GANHAR A VIDA DE NOVO! O não enxergar após o que te fez fechar as janelas da alma, é o que há de mais assustador, é como o bebê que nasce e que senti medo até do calor da mãe, é como acordar no escuro a noite e não saber onde se está, é assim e assado. E é assim, de gota em gota de vida, ganha todos os dias, que aprendemos a sermos quem somos, ou não. Pois experiência nem sempre é aprendizado, ainda há quem resista, resista ao amor doado e exacerbado, há quem resista a pureza das boas ações, agindo por pura e extrema estupidez, há quem resista ao olhar devorador de uma mulher faminta por um amor saudável e simples, e há quem resista ao que há de melhor nessa vida, ser feliz. Mas as alegrias estão sempre presentes, o beijo amigo, o abraço estalante da mãe, o estouro nada assustador do pai durante aquela bronca que só te faz rir, as gargalhadas ensurdecedoras dos irmãos na cozinha durante o preparo do almoço no domingo, a correria de passinhos ligeiros dos sobrinhos pela casa, o passar da mão na cabeça durante o conselho, a felicidade e o aborrecimento pela casa cheia, o abanar do rabinho da cadela a cada dez entradas e saídas pela porta, as amizades conquistadas e completamente gratificantes durante um ano, as gargalhadas fortes e rasgadas que se dá durante uma bobagem, os balés dançados e os balés da vida, os amores vividos como deveriam ser vividos, um brinde ao acaso, um brinde ao desconhecido que sempre aparece, e são tantos e tantas alegrias, e são tantos achados e muitos perdidos, e um brinde ao tempo que passa, e que grita por mais, e que a força que nunca cansou, nunca cesse, e que a atitude de recomeçar seja todos os dias.






sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Trapos e Poeira!

O chão já sacudiu debaixo dos meus pés, junto com esperanças que ao anoitecer, se transformaram em água, e a dor vem junto, assim como quando a casa do sonhos desabou sobre mim na madrugada. E agora?  Agora as linhas são desenhadas, e dormimos em trapos e poeira, pois toda a boa vontade já passou e os sonhos que tivemos fracassaram.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Eu não vou chorar!

Eu não vou chorar, a fúria é grande e a dor também, mas chorar adianta? Nesse momento não! Eu podia mesmo era chutar o balde e me perder comigo mesma, as idéias são tantas, os projetos eu já nem faço. A vida tem me dado oportunidades as quais jamais vou poder agradecer, e me sinto ridícula tendo que trabalhar o impossível com a calmaria que me cerca. Pois ressuscitar o que já morreu e se quer percebeu, é roçaaaaa! Há quem ache que se pode matar uma bailarina com dois ou três versos perturbados, que ache, que ache! Em meio ao caos que vivemos, ainda se pode ver tamanha perca de tempo, a vida é curta, mesmo que achemos que por estarmos vivos ela seja longa e até eterna, não mesmo, há outras coisas a serem vividas, há outros problemas maiores que supostos versos indiretos ou diretos, ou seja lá o que eles são. E me pergunto todos os dias, o que diabos uma mocinha que já capotou três vezes num carro e só fraturou um braço, que já se salvou de uma queda a qual a deixou cega por três dias e hoje enxerga melhor que ninguém, está fazendo ainda brigando com o mundo e carregando as dores dele?
Quer saber? O mundo que é grande que se vire, já basta o vasto mundo que carrego dentro de mim.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

E a Deus daráaaa!!!!!!



Um copo, dois copos, dez cervejas, conversas ao som de Renato Russo, não o próprio, quem dera fosse, mas ainda sim muito agradáveis, amigos queridos ao redor da mesa, fumaças e fumaças de cigarros engolidas a seco e sem incômodo algum, risadas altas e piadas internas, piscadas de olhos de quem você nunca viu, mas que não deixam de ser interessantes, um abraço, dois abraços, um beijo, até mais, pessoas se vão e outras tantas chegam, nada de saudade, e eu a observar tudo, a sentir tudo, a sumarizar tudo. A música acaba, os amigos todos se foram, e sobraram apenas aqueles nem tão próximos, mas ainda assim queridos, o passeio agradável pela madrugada de sábado se torna tudo que há de mais interessante, ao lado de pessoas quase que desconhecidas, mas interessantes. Conversas sem compromissos, besteiras sob efeito do álcool, confissões catastróficas e assustadoras aos olhos de quem acha que tu não passas de uma bailarina sensível, as aparências são umas falsas e bem ordinárias, olhares atentos, palavras emboladas, mas muito sensatas, toques ligeiros, tapinhas nas costas, sinais esquisitos de interesses, não? Logo em seguida, as propostas, ai, ai, as propostas! Estas são demais, dúvidas tiradas ao longo de um caminho muito sugestivo, compromisso? Que nada!
Bom mesmo é o descuido das mãos, é a displicência dos toques, são os olhares desatentos e devoradores, é o coração a mil e os nervos a flor da pele, e a pele a flor do desejo e de tudo que esteja relacionado. Bom mesmo são as risadas desavisadas, é o pegar nos cabelos inesperado, é o toque leve de quem quer arrancar o pedaço, é o não querer dizendo sim. Bom mesmo é o cansar e a ofegância dos corpos, é o descansar dos sentidos, é o ser esquecido ali entre o calor, é a mordida na nuca, é a marca crua de tudo que é carne, é o brigar dos dedos e o estalar dos ossos tensos. E adeus ao compromisso, adeus “eu te amo”, e adeus, e a Deus daráaaaa!

domingo, 20 de novembro de 2011

O inferno é aqui e agora!!!!!!!!!

O inferno é aqui e agora! E o pior é que só percebo isso nos 47 do segundo tempo. Há coisas que deixamos passar, outras que agarramos com toda força, mesmo com o frio na barriga e os ossos chacoalhando, e há outras que decidimos dar uma segunda chance, uma chance pra nós mesmos na verdade, e é justo quando amanhece, que teu corpo ferve, teus olhos incham e tudo dói, e que de nada adianta, pois a noite que tu tivestes foi maravilhosa e dor nenhuma apaga o furor das emoções. E que tu mesmo assim, vai atrás do que é saudável, como dançar, cantar com a voz rouca e abraçar tuas amigas que te esperam pra mais uma dose de cansaço, mas um cansaço bom, aquele que te deixa roxa de prazer em dizer que está C-A-N-S-A-D-A, e que ao chegar você só pensar em dormir e dormir sorrindo, mesmo com febre, mesmo com os olhos inchados e mesmo pensando em como sua noite foi linda, e tu descansa num profundo adormecer. Acorda de mau-humor, parecendo o cão chupando manga azeda e encontra milhares de pessoa zanzando por entre salas e quartos de tua casa, falando alto pelos cotovelos, e pior, de assuntos que tu não dá a mínima, e como se não bastasse, tu abres a tua caixa de mensagens no face e tem uma reclamação de nem sei quantas linhas dizendo que você é uma burra e um monte de blá, blá, blá, que só pioram o dia de quem só precisava dormir, acordar  e pensar um pouquinho só, somente só! Mas como o inferno é aqui e os meus queridos habitantes dele, não podem ficar sem me perturbar, eis aqui uma pessoa completamente injuriada por tudo isso, e eu digo mais: Você realmente conseguiu estragar o meu dia! Parabéns!
E o inferno, lembra?
É aquiiiiii!

sábado, 12 de novembro de 2011

Olhando para o céu é impossível sentir-se sozinho!

Olhado para o céu é impossível sentir-se sozinho, isso é fato, ainda mais com a lua que estava lá fora, que chegava a ser enfadada de tão linda que era. Para contemplá-la, foi válido até caminhar nos toc, toc do meu salto alto em pleno trânsito de pessoas ambiciosas por um corpo bem trabalhado da Avenida Raul Lopes, e que de tão deslumbrados que estavam consigo mesmo, nem reparavam naquela que se exibia lá em cima. E eu com minha introspecção que só eu e uns milhares temos, caminhei muito, exalando loucura e repulsa ao que é de carne e osso, e me privando de olhar pra o mundo que passava por mim, só imaginava eu e minha querida lá em cima, lado a lado, e deixava minha imaginação que é pura fertilidade trabalhar ao som de Elis, Chico, e um certo Vazo problemático o que não poderia faltar, pois caminhar sob a luz daquela lua sem uma boa música, JAMAISSSSS! “Achorando” como eu só, cantei baixinho, como se somente eu e a menina que brilhava lá fora ouvíssemos “Chove quando é para chover”, e eu mais uma vez sorri sozinha, e adimirando  minha própria distração disse a mim mesma: Olha só você Ana, cantando o “Equilibrio”, como se fosse a mais equilibrada das mulheres, e que bom que não sou mesmo, e nessa minha andança por aí, aproveitei pra pedir desculpas a mim mesma, aos meus sentimentos que andei magoando, às minhas dores que andei camuflando, logo elas que são mais expostas que eu mesma, pedi desculpas pela falta de coragem de dizer não, pela fraqueza ao dizer sim, me desculpe Ana Caroline, me desculpe Ana Caroline! E quando já não havia mais nada a fazer a não ser me desculpar, sentei-me e abracei o acaso, escarrei as tristezas, desperdicei a arrogância e vomitei as incertezas, isso sim é que é fazer um bom proveito de uma noite.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vá!

Um dia meu querido amor, eu vou te abraçar e te dizer tudo que eu não queria, e deixarei falar, o mais escroto dos sentimentos, vou deixar o mesmo nos machucar como faca amolada, vou deixá-lo anoitecer e amanhecer comigo e talvez com você, este mesmo vai fazer com que o nosso dia seja noite, como o escuro que tanto me assustava quando criança. Eu vou deixar você ir e te pedir pra ir, mas ir em paz, ou não, não sei, pois teus sentimentos nunca ficaram tão tranqüilos ao meu lado, ou será que ficaram? Eles sempre me pareceram despedaçados em dor, em loucura, eles sempre foram metade, assim como eu. Olha meu querido amor, saiba que eu guardarei tudo, todos os pequenos caquinhos de sonhos que tínhamos, aqueles que inspiraram grandes sonhos, ou aquele que no começo de tudo, foi o que me fez gostar tanto de você, sonhar nunca nos fez mal, mesmo quando tudo era do contra, mesmo quando sabíamos que nada se concretizaria. Meu querido e tão breve amor, tudo é válido, mesmo tudo estando muito errado, mesmo você vivendo em outro plano, e nesses planos eu nem passar perto de ser incluída.
Meu amor tudo se acertará um dia, por isso te peço pra ir, aqui tudo será dor, e tu não suportas a dor, tu não fostes treinado para isso, vá, e me deixe aqui a pensar em mim também, pois eu também preciso e diferente de você, a dor não me faz mal, ela me ensina a olhar pra frente sempre. Vá, e no dia que você aprender a acreditar em certas coisas de verdade, talvez nos encontremos por esse mundo tão louco, que gira e gira e pára no mesmo lugar.
Vá!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vontades! Malditas sejam!

Vontade, ain que vontade ordinária de ser incessante, de ser mais que efêmera, se é que existe algo a mais que isso. Vontade de gritar e me derramar, assim como o leite fervido e esquecido, vontade louca de rasgar papeis significativos e não me arrepender jamais, ou de apagar e-mails derramados de sinceras juras de amor, mas que passaram e se foram assim como a pétala que voa. Ô vontade desgraçada de ficar incomunicável com tudo que é de carne e osso, ou pelo menos comigo mesma, pois para mim, já basta ser eu. Vontades e vontades, essas são as minhas grandes provocações hoje, serão o quê? Minha cura ou minha loucura? Respostas que eu nunca soube e nem saberei dar! Se todas as vontades que tenho hoje, nesse exato momento, fossem de encontro com meu super ego, eu certamente seria mais feliz, mais louca e mais eu, mas como é com as vontades concebidas e o efeito escroto que as mesmas têm ao serem atendidas, que aprendemos a nos precaver de certas coisas, é que deixei meu Id de lado, e passei a me privar do desejo insano de correr mais uma vez pra os mesmos braços e me deleitar em abraços vazos.

Vontades, malditas sejam vocês hoje! Mas não me importará que venham amanhã, me perturbar e salientar que eu ainda tenho um demoniozinho dentro de mim.

sábado, 29 de outubro de 2011

Medo!!!

Medo, esse é o nome do cara, com 2 anos eu morria de medo de bonecas, e era o que eu mais tinha em meu rosado quarto, esse medo era expulso pelos abraços calorosos de minha querida mãe, e pelas explicações mais que precisas de meus adorados irmãos, que sempre diziam: Meu bem, bonecas são amiguinhas que não falam, e são suas companheiras, estão aqui para brincar com você, elas gostam de ti, e não te farão mal. Eu, por alguns minutinhos as olhava e até acreditava no que os mesmos diziam, assim como toda criança. Aos 5 anos, eu já não tinha medo das bonecas, mas não queria papo com nenhuma, preferia conversar como gente grande, o que não é nada normal pra uma criança de cinco anos, e assim foi por muito tempo, os medos eram pequenos, coisas de criança, passei a ter medo do escuro, medo de reprovar na escola, apesar de ser uma “quase” boa aluna, mas tinha medo e tinha medo do boneco assassino que não deixava de ser um boneco (risos). De acordo com nosso desenvolvimento o medo vai crescendo, ele sai do singular e passa a ter uma pluralidade de assustar, passei a ter medo de coisas grandes, mas assim como eles cresceram, eu cresci também, e já bem grandinha, aprendi a enfrentá-los, afinal, eu não seria criança a vida inteira, e esse bandidinho tem mesmo é que mexer com alguém do tamanho dele. Já tive medo de perder pessoas queridas, medo de não conseguir o que quero; de não saber levantar depois de uma queda, até medo da morte eu tive, quem nunca teve?
Na noite passada, o meu medo foi diferente, mas ao mesmo tempo bem familiar, andando por aí, na companhia do vento das 22 horas, sim, aqui o vento tem hora marcada e se perdeu babau, mas que só se sente aqui, passei por uma das avenidas mais bonitas dessa cidade quente, e num emaranhar de satisfação e angústia, sentei-me numa parada de ônibus, e na maior das distrações que eu poderia ter, me veio um rapazinho, bem apessoado, bem vestido até, nada suspeito, o que não existe, suspeitos não existem, e me disse “só quero os celulares”. É..... por um instante minha audição falhou, e eu disse: O que foi? E o mesmo com toda a calma, “Os celulares agora”. Eu num ato de pura audácia pensei em sair, e dar as costas para aquele homem, mas como ele disse que seria pior, então quem sou eu pra ir de encontro com sua autoridade? Fiquei parada e disse que daria tudo, entreguei o celular mais barato que tinha, sem carga, e ele me pediu o colar, o qual tenho desde o sete anos de idade e de grande valor sentimental, e eu disse que o colar não daria, sim, eu disse, e o mesmo educadamente me disse que não insistiria, e que não estava ali pra fazer mal a ninguém, como assim? Por um instante percebia-se sua má vontade em fazer aquilo, o que não o impediu de testar sua capacidade em roubar e assustar mocinhas, entreguei o outro celular, e o mesmo como uma criança numa troca inocente de uma nota de cinco reais por dez moedas de dez centavos, ele satisfez-se com o pequeno agrado, de pura espontânea pressão, mas ainda assim, um agradinho. E assim, o rapazinho cheio de si foi-se, e eu quase inerte fiquei. Pronto! Fechava-se ali o ciclo do dia, ele satisfeito com os 2 celulares, e eu sem entender o que havia acontecido (risos), mas o que quero deixar claro aqui com esse texto, é a coincidência, ou sei lá  o quê, é que o medo só veio depois, um medo diferente, mas bem familiar. Senti-me com dois anos de idade de novo, e o primeiro pedido ao me dar conta da situação foi, “EU QUERO A MINHA MÃE”, engoli o choro, simples assim, eu não queria dinheiro, eu não queria os celulares de volta, nem o abraço de quem me acompanhava, eu queria mesmo era o caloroso abraço de minha mãe, ou mesmo, os conselhos de meus irmãos, aprendi nessa noite que os bens materiais, não passam de poeira ao vento, e que um abraço e um conselho numa hora dessas são bem mais gratificantes e que companhia, nunca, mas é nunca mesmo, significará segurança, e que fatos como esse acontecem todos os dias, toda hora e parafraseando Nando Reis, “A vida é mesmo coisa muito frágil”, e é mesmo, e eu fui muito sortuda, não me aconteceu nada demais, voltei para casa, assustada, com medo, e recebi o caloroso abraço de minha mãe e o conselho do meu velho pai e um suspiro dos dois ao verem que estava inteira e muito chorona assim como quando tinha 2 anos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ô Bixim Besta!

Os amores são outros, menos o meu, ele continua o mesmo babaca de sempre, expectador das glórias alheias, bailarinos dos meus sonhos, dança todos os dias com a saudade que deveria ter morrido, quando jurei que viraria páginas e seguiria em frente, ô bixim besta! Chora ao ver a troca de pares e ele ali estacionado, mas nada que meu super ego, e meu psicanalista não ajudem a resolver! (risos).

domingo, 23 de outubro de 2011

Não sei, Não sei!


Aviões pousaram na madrugada, sensitividade aflorada, boas notícias, um novo começo. Como um amigo me falou “E outros caminhos se abrem”, e é isso mesmo, outros caminhos, outras perspectivas, novas sensações. O mais dolorido, é que para se começar de novo, é ter que fechar outros caminhos, perder para se ganhar, olhar pra o lado, pra cima, pra frente, nunca para trás, mas como não olhar para trás? Como se distanciar e tornar tudo descartável, sem se sentir incompleta, sem sentir-se sem chão?
                Não sei, não sei!
O que sei é que a vida dá um salto hoje, um salto para frente, um empurrão para me fazer acordar, e para me avisar que estou viva, sim, isso eu sei, sei por que balancei, porque tremi ao ver o passado e o presente juntos, ao olhar pra alguém e ver os ossos chacoalharem por perceber que a fé é pouca e que algumas das coisas fluíram, mas que não se resolveram, mas que não errei em dizer que os olhos se cruzariam outra vez, só não sabia que seriam num emaranhar de dúvidas, raiva e amor ressentido, magoado, transtornado e humilhado por palavras sem nexo. Mas que ainda assim não se ouviu um “fora da minha vida”, o que foi pior, pois eu preferiria que fosse assim, pois assim, a dúvida só aumenta e a mágoa que nunca guardei aparece e me perturba a alma.  E mesmo com os olhos firmes, o sorriso avermelhado do batom e a pose fake de bailarina, eu disse “oi”, não deveria, mas eu sou o que sou, e eu sou bem mais do que o despeito e a fúria de uma mulher magoada. E foi com as pernas bambas de menina fraca e mimada que falei meia dúzia de palavras hipócritas, e que olhando olho no olho de quem não deveria nem chegar perto, é que descobri que consigo fazer muito mais do que esperava e ir muito além do que as circunstâncias me oferecem.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Obrigada a Todos!

Sensação de leveza, vontade de sorrir e não parar mais, bem vinda são as boas notícias, elas acalmam e marejam os olhos, elas me entorpeceram de boa vontade e felicidade hoje. O bom de ser uma pessoa positiva é isso, rir do que tenho que rir, chorar com o que me faz chorar e com o que devo chorar, e vibrar com cada vitória, é assim que se brinda todos os dias.
As boas notícias vêm sempre acompanhadas de beijos, abraços e de muitos, mais muitos votos de “Boa Sorte”, sorte eu tenho mesmo é por ter uma família muito da louca, uns amigos muito dos companheiros e muito maliciosos (risos), mas é assim que é bom, é assim que somos nós, é no grito pela manhã de “acordaaaa”, ou no abraço apertado e a batidinha nas costas que nem precisa dizer mais nada, é por essas e outras que agradeço a cada conquista que tenho.
Obrigada a todos!

domingo, 16 de outubro de 2011

A angústia de hoje

Escrevo agora com o restinho de angústia que há.
A angústia de hoje é, Pela saudade do sossego das tardes de Domingo regadas ao som de Pixinguinha, Chico Buarque e meu adorado Cartola.
A Angústia de hoje é pela saudade da amiga que se foi e por tudo que não fizemos;
A angústia de hoje é pela dor sentida, da mentira cometida pela falta de caráter de quem se ama, pela palavra lançada sem pudor, pelo amor que se deu e o pouco, mais muito pouco que se recebeu;
A angústia de hoje é diferente das outras, tem gosto amargo na boca;
A angústia de hoje me dá um sorriso amarelo, tudo que não quero, mas tudo que se espera dessa vida amarga e dura, dessa dor macabra, escura, que anoitece meu dia, e me sufoca a cada noite, a que deixa meus olhos alagados com uma lágrima salgada e vadia.
A angústia de hoje é por encerrar ciclos perdendo o que há de melhor em mim;
A angústia de hoje é por pensar que nada poderia piorar;
A angústia de hoje me cerra, finda meu coração e me deixa vazia de razão.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Exterminadora de PRAGAS descartável!!!!!!!!!!!

Eles sumiram, sabe quando exterminamos uma praga num cafezal? É isso que aconteceu, acho que exterminei duas pragas no meu jardim, e tudo se fez flores. Hoje digo, “viva la vida”, e viva mesmo. Quem disse que “ ninguém é insubstituível”, estava certíssimo.
Conversando com uma amiga dentro de um ônibus, e num momento de descuido me apeguei a uma só frase que ela me disse: Nêga, nós somos tão descartáveis”. E é justamente isso, fazemos tanta parte da vida de alguém, seja ela seu amigo, sua namorada, sua mulher, sua sei lá o quê. Um dia desses, tu vais ser descartável, simples assim! Tu acordarás mal, com vontade de destruir o mundo, e o que vai te sobrar é alguém que só te procura com um problema minúsculo, mas que na sua cabecinha oca, este mesmo é maior que o universo, e dá-lhe ombro emprestado e dá-lhe mil perdões, e dá-lhe mãos na cabeça, e é um “achorare Ad Eternum”, é tanto probleminha, que tu até esquece o monstro grandão que te assombra, dá até nos nervos. E depois somem!
Mas nada como alguém descartável, não é isso? Nada como alguém que chega e arrasa teus problemas, não é mesmo? Porraaaa nenhuma! Como já falei milhares de vezes aqui nas minhas postagens, “que só pessoas iludidas e preguiçosas, acreditam que a cura de suas pequenezas está no outro”, pessoinhas hein!
E falando como a pessoa descartável que sou, agradeço a você, que me descartou, pois você vai continuar a se esconder na sombra de quem nunca vai resolver teus problemas, e vai se enganar sempre. Quanto a mim, eu vou continuar sendo euzinha, descartável, mas sensata, enfadada, mas pé no chão. Exterminei duas pragas no meu jardim, exterminei você e você, que podem ter 80 anos, nunca irão saber o que é ser gente de verdade, o que é viver de verdade, e muito menos o que é amar de verdade, um vai continuar na calmaria que só o afunda, o outro na correria pela perfeição, que não dá em nada, porque o mesmo é a própria imperfeição. Enquanto me descartam, eu só me reciclo, e reinicio outro ciclo.
Pronto falei! Ufaaaaaaaaaaa!
Mostra pra eles Chico! 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Hoje é o que vale!

Hoje mais do que nunca o dia foi especial, eu descobri a mim mesma, montei-me todas as peças de meu quebra-cabeça interior. Não sei se isso é equilíbrio, ou se eu que de repente aprendi a aceitar o meu “eu”. Já mandei as circunstâncias embora, já chacoalhei todos os ossos da racionalidade, e aqui estou me faltando um pedaço, um pedaço que só se sente falta quando ele realmente se esvai, porque ele não dura muito, é como uma rapsódia, nem sentimos, não dá tempo nem de se despedir. Mas é assim mesmo.
Tudo a partir de hoje é daqui pra frente, todos os olhares são de pleno objetivo, foco e  foco, nada de muitos planos, nada de outros amores, já basta o amor próprio, e quero que esse me satisfaça por um bom tempo, nada de medo do escuro ou do futuro, nada de assombro com sonhos frustrados, que a dor venha, mas que venha com força, que me faça chorar e me deixe pequena pra eu aprender a ser grande de vez em quando e me perder pra me encontrar. Agora, não sinto mais falta de nada, nada de sorrisos doces, nada de abraços falsos, nada.
 Agora, não me dói mais nada, nada de saudade, nada de sofrimento, quem sabe amanhã, quem sabe daqui a pouco, mas agora é o que vale. O que sinto agora é alívio, somente alívio, é como tirar a venda dos olhos, é como enxergar de novo depois daquele tombo que me deixou cega por 72 horas, é como o amanhecer, que não vejo há dias, é como adormecer e acordar na madrugada com aquela música que você tanto adora, é alívio, somente alívio.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eu tô falando de amizade!

Você já viu aquela frase “Você precisa de alguém, que te dê confiança, senão você dança”? Então é mais ou menos isso, a confiança que começou meio que desconfiada, coisas de adolescentes, ou de verdadeiras crianças, um “oi”, um abraço, um aperto de mão, nem são esses os sinais, aliás, nem lembro como começou. O que sei, é que nada paga, as risadas de meninas bobas, os sonhos de mocinhas de 15 anos, os choros que molharam ombros e joelhos umas das outras, as festas malucas que inventávamos, apenas pra curtirmos uma onda que nem sabíamos o que era direito, mas que tínhamos todos os direitos de experimentar, e que experimentamos até hoje, o clube da Luluzinha que era apenas um motivo de sentar tomar um vinho barato e falar besteiras o dia todo, e que de vez em quando rendia um joelho roxo, um dia de ressaca e pra piorar, ressaca moral, as vezes uma queda de cara dentro de uma rede, uma rede rasgada ao meio e muitas risadas na madrugada, tentativas Kamikazi de pular de dentro de um carro em movimento (risos) que eu espero nunca mais passar por elas, mães desesperadas atrás de suas filhas loucas, brindes e brindes a vida e a juventude, segredos contados e guardados a sete chaves, foguetes e mais foguetes para comemorar a aprovação no vestibular de cada uma, trabalho bem feito apoiado e reconhecido sempre, abraços e abraços sem fim.
Esses são os motivos de se dizer que somos amigas, irmãs, companheiras e perigosas, sim, PERIGOSAS, porque hoje não somos mais  somente as meninas que éramos, hoje somos mulheres, e mulheres em busca de tudo que foi sonhado a uns anos atrás. Algumas a partir do ano que vem, já estarão com o dever cumprido, e prontas pra encarar tudo com mais coragem ainda, outras estão na luta e há uma pequenina que apenas começou, mas que como todas nós, já se ver a garra e a vontade de crescer.
Um abraço a todas as minhas amigas Monna Lisa, Taciana Bastos, Carolzinha, Nátalia Bastos, Rayane Leite, e em Especial a Mercê, a quem desejo todas as felicidades neste dia especial, parabéns!
Amo vocês!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Eu faço 'Samba e Amor' a TARDE inteira!

Ouvindo ‘A Bossa de Caetano, que é um dos discos desse ‘Malandro Sentimental’, sim, ‘Malandro Sentimental’, que mais gosto, me veio um emaranhar de lembranças ao ouvir ‘Samba e Amor’, essa música me diz tanto, e lembrei-me de uma história, a qual existia sempre uma moça, um homem e um violão. Os três quase que inseparáveis, pois se havia um encontro em meio às tardes quentes de Teresina, lá estavam os três, e mesmo quando as circunstâncias insistiam em colocar um em cada lado do país, sempre havia um som de violão de um Homem e sempre uma vozinha de menina embutida em meio às lembranças dele, e havia sempre um cheiro ‘fuzi’ em um canto frio do país a sacudir os pensamentos do homem. E quando se retornavam um para o outro, retornava-se sempre a Moça, o Homem e o Violão, como sempre, e assim em meio aos acordes embriagavam-se de prazer, ele com a voz doce dela e ela com a malícia de homem grande dele, que a deixava ainda mais pequena do que já era, era como na música ‘Mimar Você’, tudo era eterno ali naquele momento, e as vozes sempre se encaixaram. A Moça, sempre que encontrava o Homem com o Violão, lembrava-se de como tudo começou, e assim era em todos os encontros, era só ele pegar o violão, e ela se derretia, e até o violão embriagava-se, e o mesmo compreendia tudo, mesmo quando faltavam uma ou duas cordas, o som era perfeito. E era Samba e amor a tarde inteira, porque a Moça não madrugava e a noite no caso, era dia, e sempre depois do amor, havia o Samba, o qual um dia quando a Moça nua, deitada no chão do quarto a olhar fixamente para o homem, pediu: ‘Toca pra mim?’, ele com um sorriso de menino que somente ele tem, pegou o violão e mandou-lhe o ‘Samba e Amor’ e mais uma vez a moça ao fechar os olhos e ouvindo a voz rasgada do homem, DERRETEU-SE, e ao terminar, ela com os olhos de Tigresa, olhou pra o homem e disse: ‘Lindo! Você sempre toca essa para todas? E ele rindo a olhando com todo amor falou “Não! Eu só toco pra você, porque eu detesto tocar para os outros”. Ela fechou os olhos novamente, e feliz com o que ouviu, jamais esqueceu o que o homem disse. E assim continuaram a tarde toda até escurecer, até o relógio decidir que a moça se fosse, como era de costume.
Foi aí que nessa madrugada, ouvindo a ‘Bossa de Caetano’ e todo o movimento da rua, com os bêbados a rosnar como cães, e os namorados se beijando ao vento quente da madrugada, que lembrei-me da história desses três enamorados, e eu assim digo: Que tudo está associado e ligado por algo bem mais forte que as coincidências da vida, as lembranças os pedidos misturados com a fé, tudo é muito poderoso quando é com vontade, quando é com amor. E eu continuo aqui, com o Samba e sem nada de Amor (risos), sem pedir nada, a não ser que o sono venha e me faça parar de escrever besteira rsrsrsrsrs....

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Nem o violão compreendeu!!!!!!!


Peguei o violão e tentei ensaiar alguns acordes, haaa se eu conseguisse! Tudo ficaria mais fácil, tentei o velho Cartola, mas me embrulhou as lágrimas, desisti, pois a dor é grande e hoje nem o querido violão compreendeu, hoje foi tudo silêncio, hoje nada de rock in roll, apelei para a Bethânia e ela como sempre arrasou, hoje os versos foram baratos, nenhuma delicadeza com meus sentimentos, apesar de eles estarem em pedaços, nada foi compreensível, nada, hoje a “emoção dói meu coração”, e queria mesmo estar fazer manha, mas hoje tudo é sério, é real. Nada mudou, eu posso escrever rios de textos sinceros, que na verdade só servem pra mim mesmo, e que não irão atingir a compreensão daquele que os lê. Mas quer saber?
Foda-seeeeee!!!!!!!!


terça-feira, 27 de setembro de 2011

TÁ TUDO PRONTO? POIS LEIA!

Já fez as malas senhor Azeviche?
Pois Vaze!
Já se decidiu senhor Azeviche?
Pois nem pense em olhar pra trás, porque por aqui só se olha pra frente, o que foi embora e o que se perdeu está perdido e acabado.
Já sabe o que vai ser quando chegar meu querido?
Pois só viva o que tiver por lá, aqui tudo está morto e meio enterrado;
Já previu meu enforcamento com a corda da liberdade senhor sabe tudo?
 Pois saiba que ela enfoca também aqueles que já se consideram livres e desimpedidos, e acocham até sufocar, até pedir pra parar.
Você chora senhor?
Eu choro também, mas eu tenho pra quem chorar, e jamais me arrependo disso.
Você julga as pessoas monsieur?
Pois eu não, eu vivo cada pedacinho delas, e isso não me dói nada.
Lembra daquele jardim que tu me ensinou a cuidar?
Ele vive, ele está florindo todos os dias, claro que com algumas ervas daninhas, típico de todo jardim da vida, mas minhas violetas, rosas, jasmins e as maravilhosas Orquídeas, mostram todos os dias a quê e para quê vieram, pra limpar a sujeira que fica quando a gente insiste em se machucar, e é isso. Espero Senhor, que leia, e lendo entenda que eu também sei até onde posso ir.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Que se danem as circunstância

Que se danem as circunstâncias, a vida já é dura o suficiente, para quê mais complicá-la? As dores do mundo eu já senti esses dias, mas não confundam, isto não é exagero, são as minhas dores do mundo.
Tudo está quase pronto, amores eu já perdi por medo de encarar a parada que mais parecia um bicho papão e também por má-criação de menina, despedidas eu já enfrentei, disse adeus e quase morro de dor, mas sobrevivendo estou, assisto a dor daquele homem como a um reality show que não é nada divertido, mas e daí?
O que se ganha com isso? O que se perde nessa droga toda?
O que se ganha é fácil, mas o que adiantaria agora? Se toda a boa vontade já passou e quase todos os sonhos já fracassaram, foi aí que eu disse “vai meu coração, ouve a razão, usa só sinceridade”, e é isso que está valendo. Danem-se as circunstâncias e os ossos que chacoalham, a fé é boa o suficiente e um dia tudo se resolve, um dia os olhos irão se cruzar e assim nem que saia um “fora da minha vida” as coisas deixarão de fluir, tudo flui, tudo irá se resolver. Assim como os amores que se foram, há os que ficaram, com toda a loucura, com toda a calmaria que tanto me irrita, mas é o que permanece, é o que ainda me dá aquela palavra de apoio, e que me abraça mesmo quando não está frio, mas me abraça e diz “Calma, não precisa a pressa”. E que danem-se as circunstâncias, essas só fazem a diferença quando queremos mesmo, porque lutar tanto? A dor, a solidão, o medo, a saudade que inflama os nervos, estes já fazem parte de nossa árvore da vida, porque dor eu já senti, solidão quem nunca, o medo é um dos mais acesos e a saudade é a freqüentadora assídua dos meus dias infernais, e quem não se sujeita a isso de vez em quando é um covarde, estando aqui ou em qualquer outra parte do mundo, c’est la même histoire. E parafraseando Oswald de Andrade “A alegria é a verdadeira prova dos nove”, e que hoje ou amanhã eu prove a prova dos nove, e que tudo seja daqui pra frente, e que se danem as circunstâncias.


sábado, 24 de setembro de 2011

Hoje tudo me diz NÃO!

Hoje tudo me diz NÃO! Hoje psicanalistas, psicologos e conselhos de mãe são bem vindos, só não adiantam muito, “Nâo beba”, “Não fume”, “Não vá dormir tarde”, Não, Não e Não, acho que já está bom né? Tudo culpa de um maldito TDA/H que não diminui por mais esforços que eu faça, pra quem não sabe o que é TDA/H, aí vai a tradução dessa droga que atinge milhares de brasileirinhos na fase escolar e geralmente a partir dos 7 anos – ‘ Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade’, isso mesmo, eu tenho isso aí, que em alguns casos diminue e vivi-se na fase adulta uma vida normal, mas como tudo comigo é mais complicado, isso continua até hoje, e descobri que o mesmo aumentou de uns dias pra cá. O fato mais engraçado, é que para que isso diminua o meu querido médico me disse que deve-se levar uma vida tranquila, e não ter fortes emoções, meu Deus! Como eu ri nesta hora, e pedi que o mesmo repetisse umas 3 a 4 vezes o que havia me dito, “uma vida tranquila e sem fortes emoções”? Como assim doutor? Eu não sou nada tranquila, sou estupidamente elétrica e tenho a cara mais exposta que a bandeira do arco-íris em dia de parada gay, faça-me o favor, peça-me o que quiser, me dê dois vidros de tranquilizantes, mas não me peça isso, este é meu combustivel, e sem isso eu morro, e assim disparei umas cem palavras por segundos, e as mãos descontroladas começaram a balançar, tipico de quem tem TDA/H, ele riu e disse: Queridinha, Relaxe! A minha vontade nessa hora foi de mandá-lo pra PQP! Sei não, mas acho que as vezes psicanalistas, psicologos e sei lá mais o quê, são mais doidos que a maioria de seus pacientes, sim, eles tem o dom de acalmar e perturbar, sem querer ofender, pois conheço várias pessoas maravilhosas que atuam e pretendem atuar nesta área freudiana, o que quero dizer com todo este blá, blá, blá, é que nem daqui a cem anos conseguiremos ter uma vida tranquila e sem fortes emoções, pelo menos eu, são tantos os arroubos desta vida, são tantos os contribuintes pra essa nossa loucura, e minha vida de tranquila não tem nada, não que eu queira, pois o que seria de mim com a mesmice? E se for pra viver com ela, eu vou ter TDA/H pelo resto da vida, pois sorrisos e movimentos contínuos me interessam mais, abraços e gritos de alegria me deixam confortável. Amores em excesso, beijos quentes com frequencia, brigas pra acalmar depois, milhares de PQPs pra expulsar o tédio das palavras doces, é disso que gosto, é isso que quero e ponto. E o TDA/H? Que vá para as cucuias, pra PQP, pra o inferno!!!!!!!!!!


O Que Fica Pelo Caminho!

Um show, uma feira, uma bailarina.
Uma música, um olhar, uma história;
Um encontro, uma bolinha de papel, um abraço;
Um aperto de mão, um convite,um NÃO, 
Uma aula, um dever cumprido, um telefonema;
Um medo, uma expectativa, uma resposta;
Um SIM, um encontro, uma bebida;
Uma conversa, a vida dele, o teu sorriso;
Uma sinceridade, um namorado, um vazo;
Um desejo, um sorriso como resposta, o vento,o rio;
Um convite, vinte passos, um carro;
Um silêncio, os olhos, UM BEIJO;
Uma pergunta, uma resposta, um aniversário;
Uma aula, o frio na barriga, uma surpresa;
Um abraço, um vinho, uma festa;
Um toque, uma boa conversa, a casa dele;
Um quarto, uma varanda, um colchão velho cheio de ácaros;
Um toque, a saia dela, as mãos pequenas dele;
Um corpo quente e um rosto feliz, um olhar atencioso;
Uma sombra, o vento que sopra da janela do quarto, um violão;
Uma música dele, a voz dela, a surpresa dele;
A voz dele, a felicidade dela, um par de vazos;
Um amor, uma loucura, a lucidez;
As noites, a cozinha, os beijos;
As juras de amor eterno, as brigas e o ódio eterno;
Uma despedida, um aviso, a intolerância;
A ausência, a saudade, a insegurança;
Um novo amor, uma nova dor, um novo olhar;
Um reencontro, uma nova história, um novo ódio;
Um novo projeto, novos amigos, uma nova vida;
Um outro beijo, um outro abraço, aquele abraço;
Um adeus dele, o desejo dela, um.............
Um dia eu termino esse texto...

sábado, 17 de setembro de 2011

Talvez eu seja...

É talvez eu seja sim aquela pequena malvada e gulosa por viver, viver do que me faz bem, do que me faz sorrir e que jamais se apega ao que me faz mal, mas que não ver nada de mal em experimentar. Sou sim essa menina mimada que vive debaixo da eterna e confortável saia da mamãe, mas que ao mais louco impulso exponho o monstro que todos deveriam ter muito, mais muito medo, mas que mesmo assim é uma flor de menina.
É talvez eu seja sim, aquela menina má que dizem por aí, que maltrata poetas, que nem são tão bonzinhos assim, e que adora um quarentão a solta, sim, o nenen aqui adora ser bem tradada pelos tiozinhos, algum problema nisso? Rsrsrs... Ou aquela que é inspiração de sambas que só me esculaxam e estímulos de pobres esportistas. Ai, ai, tudo bem! Eu sou sim essa menina que adora dançar e que vive como se tudo fosse acabar hoje mesmo. É talvez eu seja mesmo essa criaturinha estupidamente elétrica e que adora mentiras bem contadas, sim, eu adoro pessoas que mentem bem, adoro ser enganada às vezes e me surpreender com isso, por quê? Você não gosta?
Sim eu sei, talvez eu seja essa coisa cheia de sinceridade e que incomoda até a quem não me conhece, afinal, nasci pra incomodar E enfadar, como diz um certo VAZIM, mas eu sou assim, tenho a cara exposta e o riso imprevisível, pois a risada que há em mim eu só ofereço ao acaso, odeio tudo que é choro piedoso e me divirto com a burrice alheia, me divirto até com a minha as vezes, e olha que eu faço cada cagada! Portanto, meus caros amigos fico eu aqui, com a loucura que me é permitida e espero viver longe da normalidade que me é oferecida, pois para mim, a normalidade é ainda sim uma ilusão imbecil e estéril.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mais uma vez...



Eis aqui a infelicidade mais uma vez!
O que se precisa para saber o que o outro precisa?
Sinais de fogo? Gritar, chorar, pedir ajuda?
O que se ganha em se perder o que já morreu e nem percebeu?
O que se ganha em se perder algo que nunca foi seu?
Eis as perguntas! Malditas são as respostas.

E essa música explica 70% do que tá acontecendo, Santo Caetano, sempre me ajudando a explicar o que fica engasgado as vezes!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"Acabou chorare, ficou tudo Lindo, de manhã cedinho"

Caminhando por aí, e colocando os meus desregulados botões pra funcionar, quase enlouquecendo e remoendo as dores do mundo que carrego,pensei em escrever mais e mais, “soltar essa louca” como o meu nêgo preferido já dizia, decidi criar um blog, o nome foi o mais difícil, perguntei a todos aqueles que estavam online no famoso Facebook, algo que me viciei, mas tudo bem, então como uma mulher sem criatividade, perguntei a todos aqueles que ali estavam:
 - Ei fulano! Estou criando um blog, e preciso de um nome, o que você sugere?
Meu Deus! Pra quê eu fui fazer isso? Os nomes vieram como uma chuva desgraçada de criatividade sem noção, ou sei lá o que, arrependi-me amargamente, olhem o que me veio:
“Cabeça de Nêgo” = Acho que por causa de minha cor né? E esta mesma pessoa não contente, me sugeriu um tal de “ Bailalíngua” hóooo God! Será uma mistura daquilo que eu faço?   Bailar+Fofocar? Acho que sim, o interessante é que soube escapar direitinho dessa roubada, a pessoinha me deu “Boa Noite” e graças a Deus foi dormir, graças a Deus mesmo! Minutos depois, eu selecionei uma pasta de músicas dos Novos Baianos, que eu particularmente adoro, e ao ouvir uma música que é uma das que mais gosto, decidi, “ É essa aqui!”  E criei o “Achorare”.
E mais uma vez,caminhando por aí sem destino, ao lado de um amigo, ele perguntou: Nêga, porque o endereço do blog é “achorare? Parece com “Acabou Chorare” dos Novos Baianos, tem alguma relação? Eu ri, e disse: Claro que sim! E contei a história.
E eis aqui “Acabou Chorare”, essa música além de me tranqüilizar muito, faz parte de um dos  mais importantes álbuns da história da música brasileira, não tão diferente das lindas músicas compostas em meados dos anos 70, ela foi feita com a mais pura naturalidade com o que se pode fazer uma música, baseada em dois contextos, numa história infantil contada por João Gilberto, e num momento difícil da música no Brasil, ou seja, “Acabou chorare” foi inspirada numa historinha da então bebê, Bebel Gilberto, filha do mestre João Gilberto, pois a mesma misturava português e espanhol, pois morou uma boa parte de sua infância no México, e sempre que lhe acontecia algo ela dizia: “Acabou Chorare”, como se fosse um “ Tá tudo bem agora”.
O mais interessante disso tudo, é que os meninos dos Novos Baianos, aproveitaram também para criticar e dar um BASTA, no momento de melancolia e tristeza que assolava a música brasileira, e como um grito de “Vai ficar tudo bem agora”, essa belíssima música, que exala bossa nova, foi um marco na história musical dos Novos Baianos, e hoje 40 anos depois com o violão de Moraes Moreira, ela ainda embala como canção de ninar, meninas assim como eu.
Adoro o som dos Novos Baianos, e aqui está o motivo de meu blog se chamar “Achorare, era pra ser “Acabou chorare”, mas não deu muito certo e ficou assim, mas ta de boa, sem mais reclames, o que importa, é que, assim como a música, e o momento a qual foi composta, o meu blog se inspira em tudo isso, as palavras que aqui despejo, não como um desabafo, mas como um puro e simples grito de “Vai ficar tudo bem”, são as mais sinceras, e são como um cessar de melancolia e tristeza, que esse mundo grande insiste em nos propor.
Então tá explicado? Espero que sim! Obrigada a todos que aqui passam!
Deixo aqui o vídeo da música “Acabou Chorare”!

domingo, 11 de setembro de 2011

A Orquídea e o Jardineiro

1Eu plantei um jardim, de início as sementes que cultivei, eram de violetas, jasmins, rosas, e as minhas preferidas, as orquídeas. Ao passar do tempo, elas foram crescendo, as violetas eram violetas, os jasmins, eram jasmins, as rosas eram as mais lindas rosas, e as minhas preferidas, as Orquídeas não  eram apenas as Orquídeas, elas eram venenosas.
Dentro de meu desespero interior, me preocupei logo em saber o que ocorria com as meninas dos meus olhos. Corri por entre todos os pensamentos malditos que uma moça como eu poderia ter, procurei dentro de meu ser, de nada adiantou, nenhum especialista, nenhuma resposta, nenhuma. E quando achava que nada me responderia, me veio à idéia de olhar o rótulo das sementes que havia comprado, e ali havia quase todas as respostas.
“Eu havia comprado as sementinhas numa loja chamada “vida”, e ao trocar todas as experiências na compra dessas sementes, não percebi que a lojinha, estava apenas começando, e que no “modo de usar”, havia escrito "Todo cuidado é pouco, e você pode se machucar ou machucá-las”,  mas nesse manual, não havia ao certo o que fazer, foi então que percebi que o modo de usar, era apenas um conselho, e de resto tudo ficaria por minha conta.
Eu ri, ri muito, e fui calcular os prejuízos e os benefícios desse jardim, e tudo ficou num emaranhar de cálculos incertos e que mesmo eu que sou boa de conta me confundi, e aí lascou! Mas pensei bem, olhei ao redor, olhei as violetas, os jasmins, as rosas e as perigosas orquídeas, e tudo me veio com um raio, toda a retrospectiva de uma vida, todos os sonhos, as escolhas, as dúvidas, os amores, os que foram e os que ficaram.  E lembrei-me do que um certo jardineiro me falou. Como eu pude esquecer desse jardineiro? E comecei a relembrar.
As violetas eram o começo de tudo, eram o nascer de uma vida, assim como essa planta, foi o começo de minha vida, nascemos sobrepostas às razões e aos delicados cuidados de nossas folhas, as folhas no meu caso, eram os fortes braços de minha querida mãe, eu também assim como as violetas precisei de um pouco de pressão pra fincar minhas raízes a terra. O jasmim foi o rastro que ficou de toda uma maravilhosa infância, o doce dos sorrisos infantis, dos carinhos de pai de mãe e de irmãos, e o cheiro de inocência que só os jasmins e as crianças exalam. Até então, tudo em minha vida transcorreu regido por forças externas, cuidados familiares, normas sociais que aprendemos desde cedo, o obrigado, o “licença, por favor”, nunca desrespeite os mais velhos e os blá, blá, blá, que nos impõem quando crianças. O que acontece é, que para virarmos gente mais ou menos grande, precisamos desabrochar como rosas, sim queridos, como rosas. Percebi que por um bom período de minha adolescência, o que se viu foi o desabrochar intenso e bem particular de uma menina, e assim como as rosas, que crescem fortes e de pétalas bem delicadas, foi-se minha transição entre adolescência e a fase adulta. As rosas, são delicadas e fortes, conseguem encantar e murchar rapidamente se não bem tratadas, se adoradas, conseguimos resistência e florescemos todos os dias, se desprezadas morremos, decaímos e quase nunca levantamos, e por não permanecer Rosa, tornei-me Orquídea e ali estacionei, até que aparecesse aquele que como o homem do cavalo branco, me deu o beijo do acordar, e apaixonado por flores, me regou e me ensinou a cuidar mais desse jardim, e foi com esse jardineiro fiel, que me despetalei, e que ganhei algo muito mais que beleza, ganhei sabedoria, pra soltar o veneno que toda Orquídea deve ter, o mesmo me ensinou a cantar e ser diferente das outras, e a não pensar que tudo eram apenas flores (risos), mas que nesse jardim, poderia sim, se fazer festas constantes e travessuras que só flores e jardineiros podem fazer. E foi assim que descobri o que me perturbava, o erro no inicio dessa historinha, não foi com a semente, mas em como se deu o cultivo das flores, o jardineiro me disse com toda sua sabedoria antes de ir embora, ao ver o jardim pronto e com todas as flores da vida firmes: Olha moça! Aqui está teu jardim, florido, cheio de vida, claro que algumas pétalas de tuas flores foram arrancadas, outras caíram por si só, esse teu jardim foi trabalhoso, tu chorastes tanto ao ver tudo indo por água a baixo, mas eis aqui o que tu construíste minha querida Orquídea, tu nascestes frágil como violetas, cresceste lindamente como jasmins, desabrochou e murchou como rosas, e decidiu reviver como Orquídeas, e não te preocupa com o veneno que tu e tuas Orquídeas viestes a adquirir, ele é a proteção que tu tens para com esse jardim, que ainda florescerá mais e mais vezes, quanto às Orquídeas elas são teu reflexo, lembra-se que a loja que tu compraste as sementes chamava-se “vida”? Essa loja era a tua vida e o modo de usar ninguém mais poderia inventar, porque a força de cuidar e resolver os problemas de nossos jardins está em nós mesmos, mas que de vez em quando, precisamos sim, de um jardineiro extra para administrar melhor as flores que ali nascem, eis aqui o meu papel, te ajudei no que era preciso e você foi uma boa aluna, mas não esqueças de pôr um nome em teu jardim”.
E  assim foi-se meu querido jardineiro, me deixando um legado enorme de aprendizados, mas algo me enfocava ainda, que nome se dá a um jardim como esse?  Foi nesse dilema que me veio o nome “Vida”, meu jardim se chama Vida. E sentada olhando o rio que corta minha cidade, lembro-me todos os dias de como foi trabalhoso cuidar desse jardim, e quão gratificante é lembrar-me disso tudo. A luta com o jardim continua, pois como ele se chama Vida, o mais normal é que ele permaneça vivo, assim como a dona dele, o Jardineiro aparece de vez em quando, me dá uma dica ou outra e depois como todas as vezes, ele vai embora, pra que eu sozinha decida o que fazer, e  minhas flores murcham quando isso acontece, mas regada com bons sentimentos e esperanças, elas revivem pra um outro ciclo. E assim recomendo, protejam seus jardins, trabalhem para que tudo corra bem, e se nada adiantar procure um jardineiro, é válido, e é gratificante. Mas lembrem-se: Tu, somente tu, serás responsável pelo cultivo deste jardim.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sem Mandamento e nem documento

Hoje eu queria todos os sonhos em mim, queria que de vez em quando meus sonhos ou pelo menos metade deles, coubessem aqui nesse espaço, queria ao menos registrá-los, assim como na música “Sem Mandamentos” do Oswaldo Montenegro, a qual, um dia conversando com um amigo, declarei que quando a escutava me dava uma vontade de sair correndo pela rua, e dar mesmo, assim como ele também me declarou isso, e é essa a sensação de se desejar tudo de bom, em que o TUDO, é tudo aquilo que você tem a desejar naquele exato momento. Queria que esses mesmos sonhos fluíssem sem pretensão aqui nessa página. Hoje eu quero somente sentir o dia que me foi dado de presente, abraçar quem ainda estar aqui, e nesse momento dizer a essa pessoa o quanto é necessário ela estar aqui; Ser feliz por segundo, tomar chocolate no canudo, assim com fazia quando criança. Hoje eu só quero ser a criança que eu sou desde que nasci, e é algo que não abro mão, a molecagem que transparece em qualquer momento, em qualquer situação, e é disto que me valho, e é assim que me faço feliz, sendo quem sou. Hoje eu só quero viver o amor que tenho, e dá-lo a quem puder recebê-lo, sem ter que distribuir satisfações a quem quer que seja, pois Freud “não tá me dizendo nada pra mim” nesse momento (risos), eu sou o que sou, e teoria nenhuma ditará o que sinto, ou o explicará de forma alguma. Isso não se explica, não agora. Hoje tudo que interessa pode ser guardado, os beijos, os abraços, as brigas, as juras de amor eterno, tudo pode se eternizar hoje, porque hoje é o que se deseja muito. Hoje a saudade não vai doer e o amor que está distante, estará sempre aqui do lado, e o dia que está quente, ficará “bonito pra chover, no ponto de se molhar, no ponto de se amar, no ponto de se brotar”. Porque assim o poeta escreveu um dia. Hoje todos os beijos serão nossos, todos os abraços, todos os gostos e todas as flautas doces tocarão para nós, todos os sorrisos, até o mais puro deles, todos os movimentos exatos do nosso corpo, toda a sinceridade dos sentimentos, porque presente e futuro são hoje. Hoje eu queria mudar uma história triste, acho que este é o maior de todos os desejos que tenho hoje. Hoje não queria encerrar nenhum ciclo, nem passar esses últimos momentos adiante. Hoje eu quero tudo, tudo que for por amor. Hoje eu aceito até a mesmice do hoje que me incomoda tanto, pois hoje eu aceito até aquele samba maravilhoso que você fez pra mim, apesar de saber que ele é descaradamente mentiroso. Hoje é dia de cuidar bem do que se tem, hoje eu poderia até pedir pra você não ir, se eu não soubesse que gosto tanto de você. Hoje eu queria que alguém mudasse de verdade sua maneia de viver a vida, e queria também que a mesma olhasse um pouco mais pra dentro das pessoas e que descobrisse que as mesmas são de carne e osso. Hoje eu quero tantas coisas, que nem sei mais.
Hoje eu queria mesmo era sair correndo pela rua, sem lenço, sem mandamentos e nem documentos.