Festas, boas festas, o que dizer do sentimento que resta no restinho do ano que se vai? Satisfação, solidão, felicidade, tristeza, saudade, medo do que há por vir, o meu é tudo isso. O Natal que é próspero, a nostalgia que afunda, a saudade que corta, o vazio vazo que fica, entristece o ser e apodrece a alma. Neste ano que se vai, o que fica é a realização de sonhos os quais nem fechamos tantos os olhos pra pedir que fosse assim, o que fica é a sensação do querer mais, e a felicidade por nascer de novo e seguir em frente, como se ganhasse um ticket de “vale mais um dia” todos os dias, talvez esta seja a maior realização de um ano, GANHAR A VIDA DE NOVO! O não enxergar após o que te fez fechar as janelas da alma, é o que há de mais assustador, é como o bebê que nasce e que senti medo até do calor da mãe, é como acordar no escuro a noite e não saber onde se está, é assim e assado. E é assim, de gota em gota de vida, ganha todos os dias, que aprendemos a sermos quem somos, ou não. Pois experiência nem sempre é aprendizado, ainda há quem resista, resista ao amor doado e exacerbado, há quem resista a pureza das boas ações, agindo por pura e extrema estupidez, há quem resista ao olhar devorador de uma mulher faminta por um amor saudável e simples, e há quem resista ao que há de melhor nessa vida, ser feliz. Mas as alegrias estão sempre presentes, o beijo amigo, o abraço estalante da mãe, o estouro nada assustador do pai durante aquela bronca que só te faz rir, as gargalhadas ensurdecedoras dos irmãos na cozinha durante o preparo do almoço no domingo, a correria de passinhos ligeiros dos sobrinhos pela casa, o passar da mão na cabeça durante o conselho, a felicidade e o aborrecimento pela casa cheia, o abanar do rabinho da cadela a cada dez entradas e saídas pela porta, as amizades conquistadas e completamente gratificantes durante um ano, as gargalhadas fortes e rasgadas que se dá durante uma bobagem, os balés dançados e os balés da vida, os amores vividos como deveriam ser vividos, um brinde ao acaso, um brinde ao desconhecido que sempre aparece, e são tantos e tantas alegrias, e são tantos achados e muitos perdidos, e um brinde ao tempo que passa, e que grita por mais, e que a força que nunca cansou, nunca cesse, e que a atitude de recomeçar seja todos os dias.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Trapos e Poeira!
O chão já sacudiu debaixo dos meus pés, junto com esperanças que ao anoitecer, se transformaram em água, e a dor vem junto, assim como quando a casa do sonhos desabou sobre mim na madrugada. E agora? Agora as linhas são desenhadas, e dormimos em trapos e poeira, pois toda a boa vontade já passou e os sonhos que tivemos fracassaram.
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