E o que dizer do amor? Sim, aquele que ficou guardado por tantos anos, se reciclando com todas as dificuldades que se possa encontrar pelo caminho, com todas as possibilidades de desistências, e com todos os vacilos de alguém que vendou os olhos por tantas e tantas injustiças de quem achava que o outro não passava de mais um na pista. Engano meu, são por momentos vividos e por chances que não se dar aos outros a não ser a você mesma que batemos de frente com toda a tolice dos maus entendidos, quanta bobagem, quanto ressentimento sem nexo, para quê? Esta foi a pergunta exercitada nas últimas semanas, descasquei todas as dúvidas, embrulhei e desembrulhei todos os medos, para quê? O fato é que tudo tem sua hora, e o seu tempo, a responsabilidade que cada um tem em administrar seus atos na devida hora, no devido tempo é enorme, a probabilidade de tudo dar errado é a maior de todas possíveis e as vezes a sorte de dar certo é mínima, e quando você ganha de presente a sorte de encontrar e viver o que foi guardado por tanto tempo, é que sabemos o quão importante é ser paciente, e mais importante ainda é ser suficientemente disponível ao que há de vir, e esperar que o mesmo venha, mas venha com gosto, que venha com força e que ao recebê-lo, você seja devidamente grande para cuidar dessa preciosidade, sim, eu falo do amor, do amor paciente que ficou tanto tempo a esperar, tanto tempo a observar e persistentemente não desistiu de você. Este a que me refiro, só mostrou mais uma vez que existe, e que anda por aí, trabalhando delicadamente como um ourives a difícil tarefa de desarmar cabeças e corpos resistentes a ele. É, ele é paciente mesmo assim, e de vez em quando me surpreende, mostrando também, que não me basta ser apenas essa pessoa com a visão em linha reta, mas que desviar caminhos nem sempre é burrice, mas sim a atitude mais correta, louca, mas ainda assim, correta.