domingo, 29 de janeiro de 2012

Goodbye, AMOR!

O que te faz abrir a porta e deixar um amor pra traz?
O que te faz trancar os portões e jogar as chaves fora?
As diferenças? Medo? Impaciência? Insatisfação? C-O-R-A-G-E-M?
Tudo isso, as diferenças poderiam até não ser uma peça chave no adeus a um amor, mas são. Os gênios não precisam ser iguais, mas precisam sim ser respeitados, principalmente quando se trata do sexo oposto, afinal, você é homem e eu sou mulher, caramba! O medo é acolhedor, trata logo de encaixar as situações de dúvidas e as velhas inconstâncias no diálogo, o que poderia ser bem simples, mas não foi. Medo de ser você mesmo, medo do amanhã, medo até de ser feliz, medo, medo, medo..... A impaciência que transparece, é a mesma que te cansa, e te deixa num mato sem cachorro, sem eira e nem beira, sem lenço e sem documentos, sim, a impaciência por ouvir dramas e reclames da vida do outro, quando há muito mais que uma simples mulher ao teu lado, quando há alguém disposto a te ouvir, e a te ajudar sempre que “puder”, mas há além de tudo, alguém que está ali pra ser ouvido, e a ser consolado sempre que a dor apertar , e que pode sim, estar precisando também, de uma mão amiga naquele momento em que você sabe apenas resmungar sobre o que comer, sobre porque se precisa tanto de algo, porque as coisas não são mais fáceis, ou porque você não é a pessoa perfeita com quem ele tanto sonhou? Porquê? É em meio a tantos “porquês” que o amor que te satisfaz, passa a ser o amor que te enche, assim como o arroz afermentado do “RU”(risos), isso mesmo, enche de dúvidas, enche de dor, enche o sacoooo! Porque se você que é homem sabe bem o que é ter o saco cheio por que além de tudo você tem dois (risos), uma mulher pode até saber menos, mas sabe direitinho quando seu sapato aperta e o que é estar de saco cheio e insatisfeita, sim, insatisfeita com seu amor, que pode até não ser pouco, mas é indiferente, insatisfeita com tuas palavras, que podem até ser doces em certos momentos de carícias, de conversação sobre o que é “isto” ou “aquilo”, mas que também são usadas horrendamente para deturpar teu ego, e te deixar parecida com nem sei o quê, insatisfeita com tudo que a deixa feliz, pois é assim que se mata um amor todos os dias. Não é fácil estar insatisfeita, assim como não é fácil amar alguém e ignorar a existência de seu mundo, o que é impossível, aceitar o outro é algo tão simples quanto ser você mesmo, basta ser você mesmo e deixar que o outro seja ele também, afinal, ninguém é de ninguém e isto é fato. Entre tanto vai e vem, o que se põe aqui, é que, sempre há de haver uma dor ao se dizer “adeus” a um amor, mesmo que este tenha sido em curto prazo, mesmo que este tenha sido mais atrito que delicadeza, mas que não deixou de ser amor, porque é entre as várias e chatas diferenças que se encontra o ponto em comum. Ao sair por uma porta e deixar um amor dormindo há de se ter    C-O-R-A-G-E-M, coragem de dizer “NÃO”, coragem de renunciar ao que é doce, mas que pode ser amargo daqui a um tempo, coragem de ser você, mesmo correndo riscos os quais os resultados poderiam ser bem mais que negativos, coragem, tudo que falta, e quase tudo que resolve. Coragem de seguir em frente, mesmo que sozinha, mesmo que comigo mesma, mesmo que recheada de tudo que me faz feliz, mesmo sem esse amor que mais parecia o muro das lamentações, mas que era assim que tinha que ser vivido, breve e intenso, pouco, mas cheio de sonhos que foram somente idealizados, feliz e duvidoso, amor de corpos, e corpos quentes, e mãos abusadas e gênios insolentes, assim como o Leão e o Touro, um rugia e o outro bufava, mas ainda assim, amor, pois quem disse que amor tem que ser aquela bobagem de filme?
Goodbye, AMOR!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

NÃO TE AFLIJAS, NÃO TE AFLIJAS SUA TÔÔLAÂA!

“Não te aflijas com a pétala que voa, também é ser deixar de ser assim”
Sim, também é ser deixar de ser, mesmo tudo caindo, mesmo tudo indo, deixar de ser o que já nem se é mais a algum tempo, é tão difícil quanto ser o que não se quer, é tão difícil, quanto tomar uma decisão vazia de razão, é tão difícil quanto não satisfazer a quem se ama, quando a mesma, está cheia de todas as boas intenções possíveis. E quando o amor é possível, é que tudo parece complicar-se de tal maneira, que chega a cegar o que escorre no peito, chega a ferir o que se guarda na alma, chega a azedar o que é doce. É quando se resiste ao que é inevitável, é quando nos dispomos a amar alguém pela milésima vez, e quando nos encontramos encostados na parede por não saber o que fazer pra sorrir francamente sem ser interrogado, sem ser cobrado, é quando se está de graça num momento em que dois são apenas um, e que os corpos ofegantes gritam por mais nada, além por mais e mais, é quando tudo isso se torna possível, que tudo parece complicar-se, e que tudo se aflige e deixa de seguir. Quantas perguntas, quantas respostas rasgadas de sensatez, quantas incertezas vindas de um só ser, por estar ao lado de um serzinho tão pequeno e frágil! Será preciso tantas incertezas assim, mesmo quando se ama? Será preciso ser tão inseguro quando alguém fecha os olhos só pra você?
Alguém por favor, me responda, porque mais uma vez, eu me sinto apagando as luzes sozinha!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Quem sair por último apaga a luz!

E o ano começa com “As Luzes da Ribalta”, do querido Charles Chaplin, creio que não poderia ser melhor ver este filme logo no primeiro dia do ano. Será um sinal? Não sei, mas se meu ano for tão doce como este filme, eu já estarei bastante feliz! A história se passa na belíssima Londres, em 1914 em meio a I Guerra Mundial, e conta a história de uma bailarina insatisfeita com sua vida e pronta para cometer um suicídio, e sendo salva assim por um  palhaço em decadência, Calvero, que é interpretado por Charles Chaplin, e no decorrer da história, o Palhaço, ensina a Bailarina a ver a vida com outros olhos, e assim a crescer dentro do que ela mais sabia fazer, que era Dançar! Nos dias difíceis do entre guerra, o Palhaço Calvero abria espaço para o público adoçar suas vidas com um pouco de gargalhadas, e a bailarina aprendendo a viver, embelezava os grandes palcos do mundo com sua doce dança, ela muito apaixonada pelo velho palhaço, e o velho palhaço decaindo em meio a crise de sua meia idade, o que naquele tempo era quase nada, uma moça apaixonar-se e casar-se com um homem mais velho, assim, ao perceber que devolvera toda uma vida de glórias para a pequena bailarina, o palhaço some de sua vida, a deixando brilhar nos grandes palcos do mundo! Ela como toda mulher apaixonada e abandonada chora à ausência do Velho Palhaço. Os dois se encontram tempos depois, ela doce e com uma gloriosa carreira, e apaixonada ainda, e ele como o velho palhaço de rua, achando ainda que a idade fosse sim, o grande empecilho do amor entre os dois. O velho palhaço retoma sua carreira de glorias no palco, com o apoio mais que importante de sua bailarina, e logo depois de seu triunfo, o mesmo se vai olhando dançar a maravilhosa bailarina que ele tanto quis e que tanto ajudou a viver, tornando o velho e puro amor, impossível.
Por que a historinha? Por que esta mesma acontece todos os dias, acontece com você, com o fulano, com o cicrano e comigo, as velhas diferenças, os velhos obstáculos enfrentados todos os dias por um grande amor, o medo, a vontade de desistir. O espaço que se abre em nossas vidas para se receber alguém, é tão importante, que nem percebemos que nesse mesmo momento, abrimos espaços para os vários fatores estabelecidos por tudo que há de vir. O medo de arriscar, a vontade que se tem que dê certo, as diferenças que assombram, a correspondência dos olhares, e não correspondências do tempo que corre e que deixa o rastro seja doce ou amargo, mas deixa, e quem quiser que o acompanhe, se não, fique você para trás, fique você no escuro, porque quem fica por último apaga sempre a luz sozinho. Quantos amores não ficaram para trás por não saber enfrentar e acompanhar as diferenças que o tempo estabelece? Quem nunca apagou a luz sozinho?
A luz que se apaga no palco do amor, é muito parecida com a que se apaga no palco da vida, elas uma vez apagadas, não voltam mais. E as dores deixadas por um amor que se vai, e por um amor mal resolvido são tão intensas quanto como se ele tivesse sido podado com todo o rancor e ódio do mundo, dói por não se concretizar, dói por não acontecer, dói porque dói, e ponto. E assim como no filme, quantos amores ainda ficarão nos bastidores? Quantos esperarão atrás das coxias com medo de entrar no palco? E quantos estacionarão e apenas apreciarão o trinfo do seu par dançando a dança da vida sozinhos? Quantos?