segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Eu não vou chorar!

Eu não vou chorar, a fúria é grande e a dor também, mas chorar adianta? Nesse momento não! Eu podia mesmo era chutar o balde e me perder comigo mesma, as idéias são tantas, os projetos eu já nem faço. A vida tem me dado oportunidades as quais jamais vou poder agradecer, e me sinto ridícula tendo que trabalhar o impossível com a calmaria que me cerca. Pois ressuscitar o que já morreu e se quer percebeu, é roçaaaaa! Há quem ache que se pode matar uma bailarina com dois ou três versos perturbados, que ache, que ache! Em meio ao caos que vivemos, ainda se pode ver tamanha perca de tempo, a vida é curta, mesmo que achemos que por estarmos vivos ela seja longa e até eterna, não mesmo, há outras coisas a serem vividas, há outros problemas maiores que supostos versos indiretos ou diretos, ou seja lá o que eles são. E me pergunto todos os dias, o que diabos uma mocinha que já capotou três vezes num carro e só fraturou um braço, que já se salvou de uma queda a qual a deixou cega por três dias e hoje enxerga melhor que ninguém, está fazendo ainda brigando com o mundo e carregando as dores dele?
Quer saber? O mundo que é grande que se vire, já basta o vasto mundo que carrego dentro de mim.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

E a Deus daráaaa!!!!!!



Um copo, dois copos, dez cervejas, conversas ao som de Renato Russo, não o próprio, quem dera fosse, mas ainda sim muito agradáveis, amigos queridos ao redor da mesa, fumaças e fumaças de cigarros engolidas a seco e sem incômodo algum, risadas altas e piadas internas, piscadas de olhos de quem você nunca viu, mas que não deixam de ser interessantes, um abraço, dois abraços, um beijo, até mais, pessoas se vão e outras tantas chegam, nada de saudade, e eu a observar tudo, a sentir tudo, a sumarizar tudo. A música acaba, os amigos todos se foram, e sobraram apenas aqueles nem tão próximos, mas ainda assim queridos, o passeio agradável pela madrugada de sábado se torna tudo que há de mais interessante, ao lado de pessoas quase que desconhecidas, mas interessantes. Conversas sem compromissos, besteiras sob efeito do álcool, confissões catastróficas e assustadoras aos olhos de quem acha que tu não passas de uma bailarina sensível, as aparências são umas falsas e bem ordinárias, olhares atentos, palavras emboladas, mas muito sensatas, toques ligeiros, tapinhas nas costas, sinais esquisitos de interesses, não? Logo em seguida, as propostas, ai, ai, as propostas! Estas são demais, dúvidas tiradas ao longo de um caminho muito sugestivo, compromisso? Que nada!
Bom mesmo é o descuido das mãos, é a displicência dos toques, são os olhares desatentos e devoradores, é o coração a mil e os nervos a flor da pele, e a pele a flor do desejo e de tudo que esteja relacionado. Bom mesmo são as risadas desavisadas, é o pegar nos cabelos inesperado, é o toque leve de quem quer arrancar o pedaço, é o não querer dizendo sim. Bom mesmo é o cansar e a ofegância dos corpos, é o descansar dos sentidos, é o ser esquecido ali entre o calor, é a mordida na nuca, é a marca crua de tudo que é carne, é o brigar dos dedos e o estalar dos ossos tensos. E adeus ao compromisso, adeus “eu te amo”, e adeus, e a Deus daráaaaa!

domingo, 20 de novembro de 2011

O inferno é aqui e agora!!!!!!!!!

O inferno é aqui e agora! E o pior é que só percebo isso nos 47 do segundo tempo. Há coisas que deixamos passar, outras que agarramos com toda força, mesmo com o frio na barriga e os ossos chacoalhando, e há outras que decidimos dar uma segunda chance, uma chance pra nós mesmos na verdade, e é justo quando amanhece, que teu corpo ferve, teus olhos incham e tudo dói, e que de nada adianta, pois a noite que tu tivestes foi maravilhosa e dor nenhuma apaga o furor das emoções. E que tu mesmo assim, vai atrás do que é saudável, como dançar, cantar com a voz rouca e abraçar tuas amigas que te esperam pra mais uma dose de cansaço, mas um cansaço bom, aquele que te deixa roxa de prazer em dizer que está C-A-N-S-A-D-A, e que ao chegar você só pensar em dormir e dormir sorrindo, mesmo com febre, mesmo com os olhos inchados e mesmo pensando em como sua noite foi linda, e tu descansa num profundo adormecer. Acorda de mau-humor, parecendo o cão chupando manga azeda e encontra milhares de pessoa zanzando por entre salas e quartos de tua casa, falando alto pelos cotovelos, e pior, de assuntos que tu não dá a mínima, e como se não bastasse, tu abres a tua caixa de mensagens no face e tem uma reclamação de nem sei quantas linhas dizendo que você é uma burra e um monte de blá, blá, blá, que só pioram o dia de quem só precisava dormir, acordar  e pensar um pouquinho só, somente só! Mas como o inferno é aqui e os meus queridos habitantes dele, não podem ficar sem me perturbar, eis aqui uma pessoa completamente injuriada por tudo isso, e eu digo mais: Você realmente conseguiu estragar o meu dia! Parabéns!
E o inferno, lembra?
É aquiiiiii!

sábado, 12 de novembro de 2011

Olhando para o céu é impossível sentir-se sozinho!

Olhado para o céu é impossível sentir-se sozinho, isso é fato, ainda mais com a lua que estava lá fora, que chegava a ser enfadada de tão linda que era. Para contemplá-la, foi válido até caminhar nos toc, toc do meu salto alto em pleno trânsito de pessoas ambiciosas por um corpo bem trabalhado da Avenida Raul Lopes, e que de tão deslumbrados que estavam consigo mesmo, nem reparavam naquela que se exibia lá em cima. E eu com minha introspecção que só eu e uns milhares temos, caminhei muito, exalando loucura e repulsa ao que é de carne e osso, e me privando de olhar pra o mundo que passava por mim, só imaginava eu e minha querida lá em cima, lado a lado, e deixava minha imaginação que é pura fertilidade trabalhar ao som de Elis, Chico, e um certo Vazo problemático o que não poderia faltar, pois caminhar sob a luz daquela lua sem uma boa música, JAMAISSSSS! “Achorando” como eu só, cantei baixinho, como se somente eu e a menina que brilhava lá fora ouvíssemos “Chove quando é para chover”, e eu mais uma vez sorri sozinha, e adimirando  minha própria distração disse a mim mesma: Olha só você Ana, cantando o “Equilibrio”, como se fosse a mais equilibrada das mulheres, e que bom que não sou mesmo, e nessa minha andança por aí, aproveitei pra pedir desculpas a mim mesma, aos meus sentimentos que andei magoando, às minhas dores que andei camuflando, logo elas que são mais expostas que eu mesma, pedi desculpas pela falta de coragem de dizer não, pela fraqueza ao dizer sim, me desculpe Ana Caroline, me desculpe Ana Caroline! E quando já não havia mais nada a fazer a não ser me desculpar, sentei-me e abracei o acaso, escarrei as tristezas, desperdicei a arrogância e vomitei as incertezas, isso sim é que é fazer um bom proveito de uma noite.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vá!

Um dia meu querido amor, eu vou te abraçar e te dizer tudo que eu não queria, e deixarei falar, o mais escroto dos sentimentos, vou deixar o mesmo nos machucar como faca amolada, vou deixá-lo anoitecer e amanhecer comigo e talvez com você, este mesmo vai fazer com que o nosso dia seja noite, como o escuro que tanto me assustava quando criança. Eu vou deixar você ir e te pedir pra ir, mas ir em paz, ou não, não sei, pois teus sentimentos nunca ficaram tão tranqüilos ao meu lado, ou será que ficaram? Eles sempre me pareceram despedaçados em dor, em loucura, eles sempre foram metade, assim como eu. Olha meu querido amor, saiba que eu guardarei tudo, todos os pequenos caquinhos de sonhos que tínhamos, aqueles que inspiraram grandes sonhos, ou aquele que no começo de tudo, foi o que me fez gostar tanto de você, sonhar nunca nos fez mal, mesmo quando tudo era do contra, mesmo quando sabíamos que nada se concretizaria. Meu querido e tão breve amor, tudo é válido, mesmo tudo estando muito errado, mesmo você vivendo em outro plano, e nesses planos eu nem passar perto de ser incluída.
Meu amor tudo se acertará um dia, por isso te peço pra ir, aqui tudo será dor, e tu não suportas a dor, tu não fostes treinado para isso, vá, e me deixe aqui a pensar em mim também, pois eu também preciso e diferente de você, a dor não me faz mal, ela me ensina a olhar pra frente sempre. Vá, e no dia que você aprender a acreditar em certas coisas de verdade, talvez nos encontremos por esse mundo tão louco, que gira e gira e pára no mesmo lugar.
Vá!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vontades! Malditas sejam!

Vontade, ain que vontade ordinária de ser incessante, de ser mais que efêmera, se é que existe algo a mais que isso. Vontade de gritar e me derramar, assim como o leite fervido e esquecido, vontade louca de rasgar papeis significativos e não me arrepender jamais, ou de apagar e-mails derramados de sinceras juras de amor, mas que passaram e se foram assim como a pétala que voa. Ô vontade desgraçada de ficar incomunicável com tudo que é de carne e osso, ou pelo menos comigo mesma, pois para mim, já basta ser eu. Vontades e vontades, essas são as minhas grandes provocações hoje, serão o quê? Minha cura ou minha loucura? Respostas que eu nunca soube e nem saberei dar! Se todas as vontades que tenho hoje, nesse exato momento, fossem de encontro com meu super ego, eu certamente seria mais feliz, mais louca e mais eu, mas como é com as vontades concebidas e o efeito escroto que as mesmas têm ao serem atendidas, que aprendemos a nos precaver de certas coisas, é que deixei meu Id de lado, e passei a me privar do desejo insano de correr mais uma vez pra os mesmos braços e me deleitar em abraços vazos.

Vontades, malditas sejam vocês hoje! Mas não me importará que venham amanhã, me perturbar e salientar que eu ainda tenho um demoniozinho dentro de mim.