Eu não vou chorar, a fúria é grande e a dor também, mas chorar adianta? Nesse momento não! Eu podia mesmo era chutar o balde e me perder comigo mesma, as idéias são tantas, os projetos eu já nem faço. A vida tem me dado oportunidades as quais jamais vou poder agradecer, e me sinto ridícula tendo que trabalhar o impossível com a calmaria que me cerca. Pois ressuscitar o que já morreu e se quer percebeu, é roçaaaaa! Há quem ache que se pode matar uma bailarina com dois ou três versos perturbados, que ache, que ache! Em meio ao caos que vivemos, ainda se pode ver tamanha perca de tempo, a vida é curta, mesmo que achemos que por estarmos vivos ela seja longa e até eterna, não mesmo, há outras coisas a serem vividas, há outros problemas maiores que supostos versos indiretos ou diretos, ou seja lá o que eles são. E me pergunto todos os dias, o que diabos uma mocinha que já capotou três vezes num carro e só fraturou um braço, que já se salvou de uma queda a qual a deixou cega por três dias e hoje enxerga melhor que ninguém, está fazendo ainda brigando com o mundo e carregando as dores dele?
Quer saber? O mundo que é grande que se vire, já basta o vasto mundo que carrego dentro de mim.