domingo, 23 de outubro de 2011

Não sei, Não sei!


Aviões pousaram na madrugada, sensitividade aflorada, boas notícias, um novo começo. Como um amigo me falou “E outros caminhos se abrem”, e é isso mesmo, outros caminhos, outras perspectivas, novas sensações. O mais dolorido, é que para se começar de novo, é ter que fechar outros caminhos, perder para se ganhar, olhar pra o lado, pra cima, pra frente, nunca para trás, mas como não olhar para trás? Como se distanciar e tornar tudo descartável, sem se sentir incompleta, sem sentir-se sem chão?
                Não sei, não sei!
O que sei é que a vida dá um salto hoje, um salto para frente, um empurrão para me fazer acordar, e para me avisar que estou viva, sim, isso eu sei, sei por que balancei, porque tremi ao ver o passado e o presente juntos, ao olhar pra alguém e ver os ossos chacoalharem por perceber que a fé é pouca e que algumas das coisas fluíram, mas que não se resolveram, mas que não errei em dizer que os olhos se cruzariam outra vez, só não sabia que seriam num emaranhar de dúvidas, raiva e amor ressentido, magoado, transtornado e humilhado por palavras sem nexo. Mas que ainda assim não se ouviu um “fora da minha vida”, o que foi pior, pois eu preferiria que fosse assim, pois assim, a dúvida só aumenta e a mágoa que nunca guardei aparece e me perturba a alma.  E mesmo com os olhos firmes, o sorriso avermelhado do batom e a pose fake de bailarina, eu disse “oi”, não deveria, mas eu sou o que sou, e eu sou bem mais do que o despeito e a fúria de uma mulher magoada. E foi com as pernas bambas de menina fraca e mimada que falei meia dúzia de palavras hipócritas, e que olhando olho no olho de quem não deveria nem chegar perto, é que descobri que consigo fazer muito mais do que esperava e ir muito além do que as circunstâncias me oferecem.

2 comentários: