E o ano começa com “As Luzes da Ribalta”, do querido Charles Chaplin, creio que não poderia ser melhor ver este filme logo no primeiro dia do ano. Será um sinal? Não sei, mas se meu ano for tão doce como este filme, eu já estarei bastante feliz! A história se passa na belíssima Londres, em 1914 em meio a I Guerra Mundial, e conta a história de uma bailarina insatisfeita com sua vida e pronta para cometer um suicídio, e sendo salva assim por um palhaço em decadência, Calvero, que é interpretado por Charles Chaplin, e no decorrer da história, o Palhaço, ensina a Bailarina a ver a vida com outros olhos, e assim a crescer dentro do que ela mais sabia fazer, que era Dançar! Nos dias difíceis do entre guerra, o Palhaço Calvero abria espaço para o público adoçar suas vidas com um pouco de gargalhadas, e a bailarina aprendendo a viver, embelezava os grandes palcos do mundo com sua doce dança, ela muito apaixonada pelo velho palhaço, e o velho palhaço decaindo em meio a crise de sua meia idade, o que naquele tempo era quase nada, uma moça apaixonar-se e casar-se com um homem mais velho, assim, ao perceber que devolvera toda uma vida de glórias para a pequena bailarina, o palhaço some de sua vida, a deixando brilhar nos grandes palcos do mundo! Ela como toda mulher apaixonada e abandonada chora à ausência do Velho Palhaço. Os dois se encontram tempos depois, ela doce e com uma gloriosa carreira, e apaixonada ainda, e ele como o velho palhaço de rua, achando ainda que a idade fosse sim, o grande empecilho do amor entre os dois. O velho palhaço retoma sua carreira de glorias no palco, com o apoio mais que importante de sua bailarina, e logo depois de seu triunfo, o mesmo se vai olhando dançar a maravilhosa bailarina que ele tanto quis e que tanto ajudou a viver, tornando o velho e puro amor, impossível.
Por que a historinha? Por que esta mesma acontece todos os dias, acontece com você, com o fulano, com o cicrano e comigo, as velhas diferenças, os velhos obstáculos enfrentados todos os dias por um grande amor, o medo, a vontade de desistir. O espaço que se abre em nossas vidas para se receber alguém, é tão importante, que nem percebemos que nesse mesmo momento, abrimos espaços para os vários fatores estabelecidos por tudo que há de vir. O medo de arriscar, a vontade que se tem que dê certo, as diferenças que assombram, a correspondência dos olhares, e não correspondências do tempo que corre e que deixa o rastro seja doce ou amargo, mas deixa, e quem quiser que o acompanhe, se não, fique você para trás, fique você no escuro, porque quem fica por último apaga sempre a luz sozinho. Quantos amores não ficaram para trás por não saber enfrentar e acompanhar as diferenças que o tempo estabelece? Quem nunca apagou a luz sozinho?
A luz que se apaga no palco do amor, é muito parecida com a que se apaga no palco da vida, elas uma vez apagadas, não voltam mais. E as dores deixadas por um amor que se vai, e por um amor mal resolvido são tão intensas quanto como se ele tivesse sido podado com todo o rancor e ódio do mundo, dói por não se concretizar, dói por não acontecer, dói porque dói, e ponto. E assim como no filme, quantos amores ainda ficarão nos bastidores? Quantos esperarão atrás das coxias com medo de entrar no palco? E quantos estacionarão e apenas apreciarão o trinfo do seu par dançando a dança da vida sozinhos? Quantos?
Poxa, Carol, que lindo! Achei muito lindo, aconteceu comigo isso, tenho esse sentimento de algo de mim foi arrancado, creio que pelo mesmo motivo. Acredito que isso seja covardia, e as pessoas que fazem isso perdem uma oportunidade unica de evoluir na sua deficiência.
ResponderExcluirSim, no último mês, eu tive a sensação, que eu deixei um grande amor passar despercebido, e foi algo doloroso, hj, espero eu, vivendo tudo q vivo não senti mais essa sensação, porque senti tudo que detesto, me senti covarde por isso, bjs meu amor!
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