terça-feira, 17 de abril de 2012

De vez em quando...

De vez em quando é bom voltar às origens, resgatar sua essência, o amor ao PRÓXIMO, sem pensar no outro e aderir ao que se tem a disposição. Excluir a moralidade, perseguir a indecência, poluir o amor, se perder no egoísmo e colocar a culpa em alguém; não se jogar ao abismo, mas empurrar tudo e a todos que estão a te sufocar. De vez em quando é bom chutar o pau da barraca, ser descarado ao extremo, zombar do amor e enfiar o dedo na cara da dor, mandar a mesma se meter com alguém do tamanho dela. Minta de vez em quando, guarde um segredo e só conte a alguém que você saiba que irá morrer amanhã, seja a velha e boa de sempre, e a velha e má de amanhã, beije um desconhecido e aponte o dedo pra alguém, culpe alguém, cuspa alguém, não mate ninguém, fale palavrões em alto e bom som, ria de algo e de preferência de alguém que você não goste, seja sarcástico a ponto de ser insuportável; toque seus tambores, faça o mal também, afinal, foi você quem o inventou, não foi? Apronte o que tiver de aprontar, principalmente aquilo que irá te beneficiar o bastante, seja sincero, afinal isto também se tornou um mal a aqueles que não sabem ouvir a verdade, contrarie alguém, e nunca seja contrariado, mostre a alguém do que você é capaz, e ria dos defeitos alheios, você não tem defeitos não é mesmo?

Depois disso tudo, se nada funcionar, respire fundo, e volte a dormir, de vez em quando é melhor não se mover.

                              

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