domingo, 27 de maio de 2012

A quem quiser ler



 
Hoje tudo me sufoca, o medo manda recado, tenho pesadelos que agoniam a minha alma, onde estão os abraços de bom dia? Aonde encontrarei a doçura que arranca a pele em noites sufocantes? O que seria preferível em dias assim, ouvir Morrissey até doer os ossos ou o Milton até sangrar os sentidos? O que seria a derrota diante do império de todos os sonhos reinados, se não a loucura de uma fêmea latejando de dor? O que seria dos amores insanos do homem antenado se não fosse a vontade que ele tem da mulher a qual ele odeia? Meu querido homem antenado, se você ainda ler meus textos, saiba que aqui há uma mulher que não dorme e não sonha direito, mas que acima de tudo escuta o samba que você me fez e ri de toda aquela letra feia de escárnio e amor que tu me dedicastes... Meu querido homem antenado, se tu escutas a minha voz em tons de mel, melíflua e zombeteira, saiba que esta é minha essência, e que se fui embora, é porque não te farias o menor dos bens, o qual tu mereces, o meu peito chora e a minha dor ainda não consigo compreender, mas o meu sentido inundado de amor e dor, é como a tarde quente que passávamos olhando pela janela, o meu relógio gira em sentindo anti-horário a cada vez que lembro-me de nossas despedidas, teus livros querido, estão aqui, e saiba que os mesmo me fizeram bem mais sábia. Não sei como são teus dias, nem ao menos imagino se algo te dói, mas deve doer, já que tu, não es um bom exemplo em matéria de ser forte, não sei se sou a menor das tuas lembranças, mas devo ser, já que tu, guardas o menor dos rancores na alma. Meu querido, aqui as coisas andam daquele jeito, felizes, mas cheias de rachaduras, cheias de buracos, as saudades são as mesmas, da infância, dos amigos, de você; não quero desistir de nada, mas ando cometendo os velhos e deliciosos erros, amando demais, me entregando demais, vivendo demais... E você, o que andas a fazer?a

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