terça-feira, 9 de outubro de 2012

Para um "Gato de óculos"



Para tudo um começo...
Para todo João há de haver uma Maria, assim como para toda Clara nem sempre haverá um Assis, mas que para cada idiota uma donzela sempre disposta a falar bobagens na madrugada.
Há exatos três meses, resmungava eu pelos cantos da minha enorme casa, regida pelo silêncio da madrugada que tanto me cheira bem e que me faz tão mal – sim, eu gosto do gosto de me sentir a última “Cacau Cola” da madrugada- pois bem, resmungava eu, não porque eu ame resmungar, mas porque eu me dou este direito as vezes, por ‘Ns’ motivos, e nesta mesma noite, o primeiro- me doía na alma ter que me sentir daquele jeito, detesto me sentir pra baixo, o segundo- eu nunca havia precisado tanto conversar com alguém, o terceiro e o mais doloroso- não achava nenhuma bodega aberta em meu bairro pra eu comprar uma Coca-cola para que eu me afogasse em meios a seus ingredientes cancerígenos que eu tanto adoro, senti-me um tanto pessimista neste dia, mas como já disse “me dou este direito as vezes”. Liguei o computador e decidi abrir todas as abas e redes sociais de todas as espécies, nada de bom me acontecia, tentei escrever, creio eu que saiu o texto mais louco que já escrevi, este foi quentinho pra o jornal, e já sem mais nada pra fazer, decidi dar a última olhada em meu Chat, avistei um “Gato de óculos”-sim, um gato fofinho de óculos- cliquei no mesmo e disse: Ei, ei, ei, ei... O mesmo respondeu; com toda e qualquer alegria que se pode ter numa madrugada, e esta mesma pessoa era e é, a única que me fazia rir em qualquer hora que nos falássemos, era sempre um papo agradável e as vezes até um tanto inocente, algo que nenhum dos dois tem, inocência, foram horas de trocas de informações, até que alguém nem sei porquê decide fazer um convite, o “Gato de óculos” aceita, e mais uma vez o destino se fez mais esperto do que imaginamos. Desde então, nada foi mais tão agradável de ver e sentir, nenhum filme foi mais o mesmo, assim como nenhuma caminhada a sós, foi tão bem acompanhada; há exatos três meses, nenhuma decisão foi tão conjunta e nenhuma amizade foi tão verdadeira, assim como, nenhuma DR foi tão bem-vinda e tão constante – descobri que isso faz bem também- as coisas em comuns, nunca foram tão incomuns, pois não é fácil lidar com alguém tão parecido com você, assim como é lindo ver alguém com o oposto de tua personalidade, e assim descobri que equilíbrio existe, e que tu podes rir dos medos que tu insistias em ter, pois eles só existiam enquanto a segurança estava de fora pra dentro e enquanto as mãos não estavam entrelaçadas, e que não há nada mais companheiro do que rir junto, sim, falo de risos largos e sem falsa moral. Há exatos três meses, ninguém sabia nem metade do que se escondia por trás de um sorriso alegre e de uma saúde inabalável, assim como ninguém jamais saberia que Nerds também podem amar e viver loucamente distantes de tudo que é fones e teclados, ninguém saberia que sofrer de lonjuras seria o que há de mais doloroso em estar sozinho, e que as “godices” são o que há de mais feliz em estar perto. Há exatos três meses, há tudo que jamais se poderia viver, simples assim, de comum e feliz acordo, de bobagem em bobagem e de mão dadas e que assim seja, sempre que pudermos.

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