sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Para quem tem alma pequena e a quem não remói nenhum problema...


Bom, novembro começou tudo de bom, nublado, um calorzinho abafado, tudo bem, né? Mas o que eu vim falar aqui hoje, é algo que creio, não acontece somente comigo. Eu tenho amigos de tudo que é jeito, de tudo que é religião e até aqueles que não tem religião alguma, tenho amigos com todas as opções de vida possíveis, sendo que a maioria desses são gays e lésbicas (creio que fui gay na minha outra vida), sou eternamente grata a amizade linda dessas pessoas, são pessoas trabalhadoras, e com muita boa vontade de ajudar a quem precisa, e que são de um respeito incrível com minha pessoa. E não, eu não sou gay, poderia ser, e daí? Eu deixaria de ser a Cacau? Eu perderia minha dignidade em ser assim? E esse Deus de todas as raças, e de todas as cores que dizem, deixaria de me amar? Como se contradizem, meus queridos e pobres mortais, sim, eu saio com essas pessoas maravilhosas, e creio que não precisaria de outras companhias, pois estas me bastam, me bastam tanto, que me sinto honrada por ser aceita do jeito que sou por eles e elas, e acho perfeito a cara e coragem que essas pessoas têm de enfrentar essa sociedade hipócrita e espremida num armário de medo e de falsos sorrisos. Pensei e repensei, e cheguei a um diagnóstico, esta é a última forma desta sociedade, de fugir do que elas morrem de vontade de fazer, é assim, negando sua própria doença e apontando o dedo para quem vive bem, para quem não deve nada a ninguém. Vivamos meu amores, o mundo é da cor que cada um quer colorir, se o seu é cinza, sinto muito, o meu é colorido!

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