Que se danem as circunstâncias, a vida já é dura o suficiente, para quê mais complicá-la? As dores do mundo eu já senti esses dias, mas não confundam, isto não é exagero, são as minhas dores do mundo.
Tudo está quase pronto, amores eu já perdi por medo de encarar a parada que mais parecia um bicho papão e também por má-criação de menina, despedidas eu já enfrentei, disse adeus e quase morro de dor, mas sobrevivendo estou, assisto a dor daquele homem como a um reality show que não é nada divertido, mas e daí?
O que se ganha com isso? O que se perde nessa droga toda?
O que se ganha é fácil, mas o que adiantaria agora? Se toda a boa vontade já passou e quase todos os sonhos já fracassaram, foi aí que eu disse “vai meu coração, ouve a razão, usa só sinceridade”, e é isso que está valendo. Danem-se as circunstâncias e os ossos que chacoalham, a fé é boa o suficiente e um dia tudo se resolve, um dia os olhos irão se cruzar e assim nem que saia um “fora da minha vida” as coisas deixarão de fluir, tudo flui, tudo irá se resolver. Assim como os amores que se foram, há os que ficaram, com toda a loucura, com toda a calmaria que tanto me irrita, mas é o que permanece, é o que ainda me dá aquela palavra de apoio, e que me abraça mesmo quando não está frio, mas me abraça e diz “Calma, não precisa a pressa”. E que danem-se as circunstâncias, essas só fazem a diferença quando queremos mesmo, porque lutar tanto? A dor, a solidão, o medo, a saudade que inflama os nervos, estes já fazem parte de nossa árvore da vida, porque dor eu já senti, solidão quem nunca, o medo é um dos mais acesos e a saudade é a freqüentadora assídua dos meus dias infernais, e quem não se sujeita a isso de vez em quando é um covarde, estando aqui ou em qualquer outra parte do mundo, c’est la même histoire. E parafraseando Oswald de Andrade “A alegria é a verdadeira prova dos nove”, e que hoje ou amanhã eu prove a prova dos nove, e que tudo seja daqui pra frente, e que se danem as circunstâncias.
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