Um dia meu querido amor, eu vou te abraçar e te dizer tudo que eu não queria, e deixarei falar, o mais escroto dos sentimentos, vou deixar o mesmo nos machucar como faca amolada, vou deixá-lo anoitecer e amanhecer comigo e talvez com você, este mesmo vai fazer com que o nosso dia seja noite, como o escuro que tanto me assustava quando criança. Eu vou deixar você ir e te pedir pra ir, mas ir em paz, ou não, não sei, pois teus sentimentos nunca ficaram tão tranqüilos ao meu lado, ou será que ficaram? Eles sempre me pareceram despedaçados em dor, em loucura, eles sempre foram metade, assim como eu. Olha meu querido amor, saiba que eu guardarei tudo, todos os pequenos caquinhos de sonhos que tínhamos, aqueles que inspiraram grandes sonhos, ou aquele que no começo de tudo, foi o que me fez gostar tanto de você, sonhar nunca nos fez mal, mesmo quando tudo era do contra, mesmo quando sabíamos que nada se concretizaria. Meu querido e tão breve amor, tudo é válido, mesmo tudo estando muito errado, mesmo você vivendo em outro plano, e nesses planos eu nem passar perto de ser incluída.
Meu amor tudo se acertará um dia, por isso te peço pra ir, aqui tudo será dor, e tu não suportas a dor, tu não fostes treinado para isso, vá, e me deixe aqui a pensar em mim também, pois eu também preciso e diferente de você, a dor não me faz mal, ela me ensina a olhar pra frente sempre. Vá, e no dia que você aprender a acreditar em certas coisas de verdade, talvez nos encontremos por esse mundo tão louco, que gira e gira e pára no mesmo lugar.
Vá!
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