segunda-feira, 21 de novembro de 2011

E a Deus daráaaa!!!!!!



Um copo, dois copos, dez cervejas, conversas ao som de Renato Russo, não o próprio, quem dera fosse, mas ainda sim muito agradáveis, amigos queridos ao redor da mesa, fumaças e fumaças de cigarros engolidas a seco e sem incômodo algum, risadas altas e piadas internas, piscadas de olhos de quem você nunca viu, mas que não deixam de ser interessantes, um abraço, dois abraços, um beijo, até mais, pessoas se vão e outras tantas chegam, nada de saudade, e eu a observar tudo, a sentir tudo, a sumarizar tudo. A música acaba, os amigos todos se foram, e sobraram apenas aqueles nem tão próximos, mas ainda assim queridos, o passeio agradável pela madrugada de sábado se torna tudo que há de mais interessante, ao lado de pessoas quase que desconhecidas, mas interessantes. Conversas sem compromissos, besteiras sob efeito do álcool, confissões catastróficas e assustadoras aos olhos de quem acha que tu não passas de uma bailarina sensível, as aparências são umas falsas e bem ordinárias, olhares atentos, palavras emboladas, mas muito sensatas, toques ligeiros, tapinhas nas costas, sinais esquisitos de interesses, não? Logo em seguida, as propostas, ai, ai, as propostas! Estas são demais, dúvidas tiradas ao longo de um caminho muito sugestivo, compromisso? Que nada!
Bom mesmo é o descuido das mãos, é a displicência dos toques, são os olhares desatentos e devoradores, é o coração a mil e os nervos a flor da pele, e a pele a flor do desejo e de tudo que esteja relacionado. Bom mesmo são as risadas desavisadas, é o pegar nos cabelos inesperado, é o toque leve de quem quer arrancar o pedaço, é o não querer dizendo sim. Bom mesmo é o cansar e a ofegância dos corpos, é o descansar dos sentidos, é o ser esquecido ali entre o calor, é a mordida na nuca, é a marca crua de tudo que é carne, é o brigar dos dedos e o estalar dos ossos tensos. E adeus ao compromisso, adeus “eu te amo”, e adeus, e a Deus daráaaaa!

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