O que te faz abrir a porta e deixar um amor pra traz?
O que te faz trancar os portões e jogar as chaves fora?
As diferenças? Medo? Impaciência? Insatisfação? C-O-R-A-G-E-M?
Tudo isso, as diferenças poderiam até não ser uma peça chave no adeus a um amor, mas são. Os gênios não precisam ser iguais, mas precisam sim ser respeitados, principalmente quando se trata do sexo oposto, afinal, você é homem e eu sou mulher, caramba! O medo é acolhedor, trata logo de encaixar as situações de dúvidas e as velhas inconstâncias no diálogo, o que poderia ser bem simples, mas não foi. Medo de ser você mesmo, medo do amanhã, medo até de ser feliz, medo, medo, medo..... A impaciência que transparece, é a mesma que te cansa, e te deixa num mato sem cachorro, sem eira e nem beira, sem lenço e sem documentos, sim, a impaciência por ouvir dramas e reclames da vida do outro, quando há muito mais que uma simples mulher ao teu lado, quando há alguém disposto a te ouvir, e a te ajudar sempre que “puder”, mas há além de tudo, alguém que está ali pra ser ouvido, e a ser consolado sempre que a dor apertar , e que pode sim, estar precisando também, de uma mão amiga naquele momento em que você sabe apenas resmungar sobre o que comer, sobre porque se precisa tanto de algo, porque as coisas não são mais fáceis, ou porque você não é a pessoa perfeita com quem ele tanto sonhou? Porquê? É em meio a tantos “porquês” que o amor que te satisfaz, passa a ser o amor que te enche, assim como o arroz afermentado do “RU”(risos), isso mesmo, enche de dúvidas, enche de dor, enche o sacoooo! Porque se você que é homem sabe bem o que é ter o saco cheio por que além de tudo você tem dois (risos), uma mulher pode até saber menos, mas sabe direitinho quando seu sapato aperta e o que é estar de saco cheio e insatisfeita, sim, insatisfeita com seu amor, que pode até não ser pouco, mas é indiferente, insatisfeita com tuas palavras, que podem até ser doces em certos momentos de carícias, de conversação sobre o que é “isto” ou “aquilo”, mas que também são usadas horrendamente para deturpar teu ego, e te deixar parecida com nem sei o quê, insatisfeita com tudo que a deixa feliz, pois é assim que se mata um amor todos os dias. Não é fácil estar insatisfeita, assim como não é fácil amar alguém e ignorar a existência de seu mundo, o que é impossível, aceitar o outro é algo tão simples quanto ser você mesmo, basta ser você mesmo e deixar que o outro seja ele também, afinal, ninguém é de ninguém e isto é fato. Entre tanto vai e vem, o que se põe aqui, é que, sempre há de haver uma dor ao se dizer “adeus” a um amor, mesmo que este tenha sido em curto prazo, mesmo que este tenha sido mais atrito que delicadeza, mas que não deixou de ser amor, porque é entre as várias e chatas diferenças que se encontra o ponto em comum. Ao sair por uma porta e deixar um amor dormindo há de se ter C-O-R-A-G-E-M, coragem de dizer “NÃO”, coragem de renunciar ao que é doce, mas que pode ser amargo daqui a um tempo, coragem de ser você, mesmo correndo riscos os quais os resultados poderiam ser bem mais que negativos, coragem, tudo que falta, e quase tudo que resolve. Coragem de seguir em frente, mesmo que sozinha, mesmo que comigo mesma, mesmo que recheada de tudo que me faz feliz, mesmo sem esse amor que mais parecia o muro das lamentações, mas que era assim que tinha que ser vivido, breve e intenso, pouco, mas cheio de sonhos que foram somente idealizados, feliz e duvidoso, amor de corpos, e corpos quentes, e mãos abusadas e gênios insolentes, assim como o Leão e o Touro, um rugia e o outro bufava, mas ainda assim, amor, pois quem disse que amor tem que ser aquela bobagem de filme?
Goodbye, AMOR!
Parabénsa carol, muito bom o palavreio destes post! Sempre bom passar por aqui!
ResponderExcluirQue bom que tu gostou, querido! Passe mais vezes por aqui, é nosso, bjs!
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