O olhar de um homem me pareceu sempre muito igual, talvez
nem ligasse pra qualquer olhar... Há alguns anos, não longos anos, eu tive o
olhar mais predador que se pode receber em cima da carne, olhos de amor e fogo,
viciantes e nada inocentes. Em cima da carne crua de menina, os olhos do lobo e
Vazo, me justificaram em mulher e sina, os olhos de homem carente, tristes e
mentirosos, me ganharam numa verdade sem igual. Os olhos, de inicio não me
pareceram convincentes, mais em meio, me deram verossimilhança a tudo que é de
mais sagrado, afetuoso e insano, por fim, os olhos me eram de ódio, desejo e vingança.
Acabou-se tudo, o afeto, os olhos, o medo e a menina, o que sobrou, foram
incertezas, tristezas, dissabores. O inicio, o meio, e nenhum fim se deu.
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